Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Desinflação desacelerou e EUA já estão vendo efeitos de tarifas mais altas, diz diretora do Fed

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

A diretora do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Adriana Kugler, afirmou que o processo de desinflação desacelerou e que já é possível ver efeitos das tarifas mais altas, em discurso preparado para evento no Clube Econômico de Nova York, nesta quinta-feira, 5. Segundo ela, as tarifas devem continuar a elevar a inflação ao longo de 2025 e, neste momento, há maiores riscos de alta para a inflação e potenciais riscos de baixa para o emprego e o crescimento da produção no futuro.

"Isso me leva a continuar apoiando a manutenção da taxa básica de juros do FOMC Comitê Federal de Mercado Aberto, na sigla em inglês em sua configuração atual, caso os riscos de alta para a inflação persistam. Considero nossa postura atual de política monetária bem posicionada para quaisquer mudanças no ambiente macroeconômico", defendeu a diretora, ao mencionar que considera a atual postura "modestamente restritiva" e apropriada para atingir e sustentar uma inflação de 2% no longo prazo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Ela citou ainda que o mercado de trabalho está atualmente próximo da meta de emprego máximo do FOMC, mas que existe a perspectiva de que mudanças nas políticas comerciais e outras políticas possam elevar a taxa de desemprego e afastar o emprego da meta do Fed. "Essas políticas, especialmente tarifas de importação mais altas, também podem elevar a inflação no restante deste ano", afirmou.

Kugler adicionou que é observada uma escalada na inflação de bens e serviços, e dados de pesquisas apontam também para "algumas pressões inflacionárias".

Ela ressaltou que dados não tradicionais sobre a atividade econômica são consistentes com a avaliação geral de que pode estar acontecendo "alguma moderação" no crescimento da atividade econômica americana, mas ainda não uma desaceleração significativa. "À medida que as políticas sobre questões fiscais e imigração tomam forma, considero importante também levar em conta suas implicações para as perspectivas econômicas dos EUA", acrescentou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para a diretora do Fed, é difícil avaliar a força atual da atividade econômica, com base em dados dos primeiros quatro meses de 2025, principalmente devido à antecipação das importações antes da implementação de tarifas. "Embora o Produto Interno Bruto (PIB) real tenha diminuído ligeiramente no primeiro trimestre, isso se deveu em grande parte a um aumento nas importações antes dos aumentos tarifários previstos, um aumento que provavelmente será revertido", disse.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline