Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Decisão tem a ver com busca de balanço robusto e cuidado com alocação de capital, diz Petrobras

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O diretor financeiro da Petrobras, Sergio Caetano Leite, disse nesta sexta-feira, 8, que a decisão do Conselho de Administração da Petrobras de não pagar dividendos extraordinários relativos à 2023 tem a ver com a busca por um balanço robusto e cuidado com alocação de capital. Ainda assim, Leite disse que os recursos travados só poderão servir ao pagamento de proventos no futuro e não para investimentos da companhia.

Leite falou a investidores em teleconferência sobre os resultados do quarto trimestre de 2023. Esse dividendo extraordinário apurado em 2023, no entanto, não tem previsão de pagamento, segundo o executivo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

"Existia folga para pagamento de extraordinário, mas o CA decidiu mandar os recursos para a reserva (de remuneração). Isso se baseia na busca de balanço robusto e cuidado com alocação de capital em anos com esforço de investimento muito grande para a Petrobras. E os anos de 2024 e 2025 terão investimentos expressivos", disse Leite.

Em seguida, emendou: "Mas essa resposta pode levar a mal entendido. Esse recurso da reserva não pode ser usado para investimento."

Na sequência, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, reiterou a posição e revelou que os conselheiros indicados pela União votaram para o envio de 100% dos recursos (R$ 43,9 bilhões) para a reserva, enquanto os conselheiros privados, chamados "minoritários", votaram todos pelo pagamento de 100% ao acionista.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ele, por sua vez, se absteve de votar, mas segundo disse, defendeu a proposta da diretoria de encaminhar 50% para reserva e pagar os 50% restantes aos acionistas.

OBroadcast(sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), que antecipou a negativa do CA da Petrobras ao pagamento extraordinário, apurou que o placar da votação foi 6 a 4 pela negativa, com uma abstenção que completou a posição dos 11 integrantes do colegiado.

Leite voltou a negar que a reserva de remuneração, incrementada com a retenção dos dividendos extraordinários de 2023, possa ter outra finalidade que não o pagamento equânime de proventos a acionistas. Ele disse, porém, que não há prazo para a distribuição dos recursos, da ordem de R$ 43,9 bilhões, acontecer.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Minutos depois de dizer que decisão tem a ver com a busca de balanço robusto e cuidado com alocação de capital, destacou também que, entre as explicações, o CA está preocupado com a conjuntura global.

"A reserva não é para investimento, não é para acordo fiscal, não é para cobrir prejuízo, é para pagamento de dividendos à frente. O que não temos ainda é um tempo para isso acontecer. O CA, instância máxima da companhia, está fazendo análises sobre o assunto e se mostrou preocupado com o cenário mundial em 2024 e 2025. É assim mesmo, e quando se sentirem confortáveis, vão fazer" disse Leite.

Preocupação com greve no Ibama

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A greve do Ibama está preocupando a Petrobras, disse o diretor de Exploração e Produção da estatal, Joelson Mendes. Segundo ele, a empresa aguarda várias licenças, sendo as mais impactantes as aguardadas para a Margem Equatorial, região que pode ajudar a companhia a aumentar suas reservas de petróleo.

"Sim, você tem razão, é preocupante a greve do Ibama e a gente trabalha com muitas licenças. A mais impactante talvez seja na Margem Equatorial, estamos fazendo um segundo poço e não tem licença para um terceiro poço, e pode vir nos impactar sim", respondeu Mendes a um analista durante videoconferência sobre o resultado do quarto trimestre do ano passado.

De acordo com Mendes, a área de E&P já está fazendo análises de risco sobre o atraso das licenças, mas não deu detalhes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV