Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

'Custo Brasil' eleva em R$ 1,7 trilhão por ano as despesas para produzir

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O gasto adicional que empresas brasileiras têm para produzir no País, em comparação com a despesa média para produzir nos nações que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), chega a R$ 1,7 trilhão por ano. Esse é o valor atualizado para o chamado Custo Brasil. O estudo, elaborado em parceria entre o Movimento Brasil Competitivo (MBC) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), foi apresentado nesta quarta-feira, 17, em evento em Brasília.

Entre os fatores destacados pelo MBC como críticos estão o emprego e a tributação. No primeiro caso, o maior peso vem da baixa qualificação de mão de obra, que representa 8% do custo total anual calculado. No caso dos tributos, o levantamento aponta que o Brasil manteve, de 2019 para cá, a alta complexidade do sistema tributário. Em média, o setor produtivo brasileiro gasta 62 dias ao ano para lidar com a burocracia dos impostos. Já a média nos países de OCDE é de seis dias.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Impacto no pib

O custo de R$ 1,7 trilhão por ano representa 19,5% do Produto Interno Bruto (PIB), o que o MBC considera como estabilidade desde 2019, quando o cálculo foi feito pela organização e pela Fundação Getulio Vargas pela primeira vez. "À época, em 2019, o termo Custo Brasil já existia, mas em estudos setoriais. O trabalho naquele momento foi criar uma linguagem comum entre diferentes estudos", diz Rogério Caiuby, conselheiro executivo do MBC.

Em 2019, o custo calculado foi de R$ 1,5 trilhão, o que significava 22% do PIB. A atualização dos valores para o nível atual foi novamente feita pela FGV em parceria com o MBC. "Ao longo desses anos tivemos inflação e outras variáveis que contribuíram para esse aumento nominal (do valor, de R$ 1,5 trilhão para R$ 1,7 trilhão). Também não é uma verdade falar que diminuiu ao passar de 22% para cerca de 20% de representatividade na economia, porque o PIB cresceu de forma mais rápida (nos últimos anos)", diz o executivo. "Os indicadores-chave, em grande medida, andaram de lado. Os desafios se mantêm."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O MBC, organização que une empresariado e outros representantes da sociedade civil, buscou a parceria com o governo para trabalhar sobre o tema. "A ideia é apresentar um plano mais estruturado de redução do custo Brasil. Será essa a atuação do ministério", afirma a secretária de Competitividade e Política Regulatória do Mdic, Andrea Macera.

"É um desafio enorme conseguir concorrer com empresas fora do País. Não se trata de atacar o Custo Brasil para aumentar o lucro, mas para dar mais acesso a produtos e serviço para sociedade, fazer com que eles possam ser produzidos no Brasil, aumentando o setor produtivo, o que também vai gerar mais emprego para a população", diz Caiuby.

Mdic e MBC lançarão, no segundo semestre, um observatório para monitorar os projetos e normas que podem gerar impacto no Custo Brasil. "A ideia é que, com o governo, possamos definir qual a carteira de projetos que vamos apoiar,", diz Caiuby.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como é a conta

A conta de R$ 1,7 trilhão considera todo o ciclo de vida de uma empresa no País, em 12 áreas vitais desde o surgimento das companhias brasileiras. Destes, seis representam mais de 80% do Custo Brasil. São os indicadores: financiar um negócio, empregar capital humano, dispor de infraestrutura, ambiente jurídico regulatório, integração de cadeias produtivas globais e honrar tributos.

'O grande desafio é medir o custo regulatório'

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Eliminar regulamentações que aumentam o "Custo Brasil" é uma das soluções, diz a secretária de Competitividade e Política Regulatória do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Andrea Macera. "Na Europa, eles têm trabalhado com o conceito 'one in, one out' (um dentro, um fora) - ou seja, para cada real de custo imposto em uma norma, é preciso que um real de custo seja eliminado em uma norma anterior. O grande desafio é medir o custo regulatório", afirma.

Ela diz que é preciso haver mais "diálogo com atores envolvidos no debate, disseminação da ferramenta chamada de 'guilhotina regulatória' (que identifica e revoga atos normativos obsoletos) e estabelecimento de regras para racionalizar o custo regulatório". O Mdic abriu uma consulta pública sobre o tema, que se encerraria hoje, mas será prorrogada até 15 de junho. A ideia é, com o setor privado e a sociedade civil, mapear atos normativos que geram custos excessivos para as empresas. "Um dos objetivos é essa tomada de subsídios e o outro é comunicar para o setor produtivo a relevância da política regulatória, que pode trazer incentivos nem sempre justos ou adequados para os objetivos que se quer alcançar com as políticas públicas", afirma.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline