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CPFL Energia: lucro líquido do 4tri25 alcança R$ 1,56 bi, queda de 0,6% ante 4tri24

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A CPFL Energia registrou lucro líquido consolidado de R$ 1,565 bilhão no quarto trimestre de 2025, ligeiramente abaixo (-0,6%) dos R$ 1,574 bilhão anotado no mesmo período do ano anterior. Com isso, no acumulado do exercício a companhia registrou ganho de R$ 5,743 bilhões, praticamente estável (-0,3%) em relação aos R$ 5,762 bilhões de 2024.

O Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (Ebitda, da sigla em inglês) somou R$ 3,408 bilhões entre outubro e dezembro, alta de 4% em relação aos mesmos meses do ano anterior. Em 12 meses, o indicador totalizou R$ 13,452 bilhões, alta de 2,4% na comparação anual.

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A receita operacional líquida chegou a R$ 11,834 bilhões nos últimos três anos do ano passado, queda de 0,9% frente o registrado na mesma etapa de 2024. No consolidado de 2025, a receita alcançou R$ 44,368 bilhões, crescimento anual de 4,1%.

Entre os segmentos de atuação da companhia, a distribuição, que costumeiramente responde pela maior parcela dos resultados da CPFL, registrou um desempenho favorável, enquanto a geração e transmissão apresentaram resultados negativos, pressionados, respectivamente, pelos cortes de geração renovável (curtailment) e por ajustes contábeis não recorrentes.

Distribuição

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As distribuidoras do grupo geraram um Ebitda de R$ 2,3 bilhões no trimestre, alta de 24% na comparação anual, totalizando R$ 8,8 bilhões no ano, montante 13,8% maior. O lucro do segmento cresceu 51,2% no trimestre, para R$ 1,13 bilhão, somando R$ 3,87 bilhões no ano, alta de 29,2%.

O desempenho foi impulsionado pelos reajustes tarifários, além de efeitos extraordinários, como a conclusão de um processo de arbitragem na RGE que resultou na contabilização de R$ 155 milhões no último trimestre.

A despeito dessa melhora nos números financeiros, a distribuidora registrou baixa de 2,2% nas vendas de energia na área de concessão, com redução do consumo em todas as classes de consumo. Nas classes residencial e comercial, fatores como as temperaturas mais amenas e o avanço da geração distribuída influenciaram na queda, de 2,6% e 3,8%, respectivamente. Já a demanda da indústria teve leve recuo, de 0,3%, refletindo a dificuldade do setor de recuperar crescimento.

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Geração

No segmento de geração, o Ebitda alcançou R$ 1,01 bilhão no quarto trimestre, queda de 8,5%, somando R$ 3,74 bilhões no ano, 7% menor que 2024. Já o lucro caiu 14% no trimestre, para R$ 561 milhões, totalizando R$ 1,9 bilhão em 2025, queda de 13,5%.

O curtailment, que alcançou os 30,8% do potencial de geração da companhia ao longo do ano, gerou um impacto negativo de R$ 122 milhões no quarto trimestre, na comparação com o mesmo período de 2024, e de R$ 300 milhões em um ano, frente a 2024. O efeito total no resultado de 2025 da companhia alcançou R$ 550 milhões.

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Diferente de outras empresas com ativos renováveis, a CPFL optou por não fazer um registro contábil do futuro ressarcimento a que terá direito, tendo em vista a solução proposta na Lei 15.269/2025, de modernização do marco regulatório do setor elétrico.

Segundo o presidente da companhia, Gustavo Estrella, embora a tendência seja a empresa aderir à proposta, a empresa preferiu esperar a definição das condições que serão estabelecidas no termo de compromisso para elaborar cálculos mais precisos do ressarcimento, de modo a evitar recontabilizações.

Transmissão

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No segmento de transmissão, o Ebitda registrou queda de 67,5% no quarto trimestre, para R$ 87 milhões, influenciada por um ajuste contábil não recorrente na margem de construção, totalizando R$ 866 milhões em 2025, baixa de 23,4%. O resultado líquido ficou negativo em R$ 19 milhões no quarto trimestre, revertendo os R$ 168 milhões positivos anotados no mesmo período de 2024. Com isso, no ano o lucro somou R$ 269 milhões, 55,8% menor que o reportado em 2024.

Além do ajuste contábil, o segmento também registrou impacto, no ano passado, da recontabilização feita pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no valor das indenizações devidas às transmissoras por ativos antigos e não amortizados até sua renovação da concessão, que ficaram conhecidos pela sigla RBSE.

Investimento e dívida

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Nos últimos três meses do ano passado a CPFL executou investimentos que somaram R$ 1,72 bilhão, montante 9,2% menor em relação aos mesmos três meses do ano anterior. Com isso, no consolidado do ano, a empresa desembolsou R$ 6,1 bilhões, um recorde

Com o aumento dos investimentos, a dívida líquida também cresceu, chegando a R$ 30,53 bilhões no fim de dezembro, alta de 13,3% em um ano. A alavancagem, medida pela relação Dívida Líquida/Ebitda, aumentou de 2,07 vezes para 2,3 vezes.

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