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Confiança de Serviços cai 2,5 pontos em janeiro ante dezembro, para 91,8 pontos, revela FGV

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O Índice de Confiança de Serviços (ICS) caiu 2,5 pontos na passagem de dezembro para janeiro, terceira queda consecutiva na série com ajuste sazonal, para 91,8 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). Em médias móveis trimestrais, o ICS teve redução de 1,3 ponto.

"O primeiro resultado do ano aponta para uma piora da confiança de serviços, refletida pela retração tanto na situação presente quanto nas expectativas futuras. Indício de pessimismo para o setor, com avaliação de piora na demanda dos próximos meses de forma disseminada entre os segmentos. Por outro lado, a percepção sobre a situação atual melhora em algumas atividades, como nos serviços prestados às famílias, que ainda registraram alta de confiança no mês", avaliou Stéfano Pacini, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

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Em janeiro, o Índice de Situação Atual (ISA-S) caiu 2,6 pontos, para 94,7 pontos. O Índice de Expectativas (IE-S) teve redução de 2,6 pontos, para 89,0 pontos.

"O cenário macroeconômico de bons resultados em termos de emprego e renda é um fator positivo, mas o alto patamar de taxa de juros e elevada incerteza podem conter a demanda por serviços durante o ano", completou Pacini.

Os dois componentes da situação atual diminuíram: o item que mede a situação atual dos negócios caiu 2,1 pontos, para 94,9 pontos, enquanto o que avalia o volume da demanda atual encolheu 3,0 pontos, para 94,5 pontos.

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Entre as expectativas, a demanda prevista nos próximos três meses caiu 2,4 pontos, para 89,9 pontos, e o item que mede a tendência dos negócios nos próximos seis meses encolheu 2,8 pontos, para 88,1 pontos.

Em médias móveis trimestrais, a tendência é mais negativa para as expectativas do que para a situação atual, "aumentando a distância entre os dois índices", observou a FGV.

"Desde setembro de 2022, o IE-S se mantém abaixo do nível do ISA-S mostrando que o presente começa a desacelerar de forma mais branda do que a piora das expectativas futuras", acrescentou Pacini.

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A coleta de dados para a edição de janeiro da Sondagem de Serviços foi realizada com 1.308 empresas entre os dias 2 e 28 do mês.

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