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Começa a primeira etapa da reunião do Copom, de análise de conjuntura

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A primeira etapa da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) começou às 10h11 horas desta terça-feira, 17, informou o Banco Central. Nesta fase, o presidente da autarquia, Gabriel Galípolo, e os oito diretores assistem a apresentações técnicas do corpo funcional sobre a economia, para embasar a decisão sobre a taxa Selic. A decisão será divulgada na quarta-feira, 18, a partir de 18h30 (de Brasília).

O mercado está dividido sobre o resultado da reunião. De 48 instituições consultadas pelo Projeções Broadcast, 27 (56%) esperam manutenção dos juros em 14,75%. Outras 21 (44%) projetam um último aumento da taxa, a 15%. No fim da tarde de segunda-feira, 16, a curva futura apontava 60% de chance de uma alta de 0,25 ponto, contra 40% de estabilidade.

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Desde o último Copom, Galípolo e os membros do colegiado vêm repetindo que os juros já estão claramente restritivos - mas que é necessário acompanhar os dados para avaliar o nível é contracionista o bastante para fazer a inflação convergir à meta. "A discussão é se ele é contracionista o suficiente, e por quanto tempo precisa permanecer num patamar bastante contracionista", disse o presidente do BC no dia 23 de maio.

Nos últimos 45 dias, a mediana do relatório Focus para o IPCA de 2025 caiu de 5,53% para 5,25%. A inflação acumulada em 12 meses cedeu marginalmente, de 5,48% em março para 5,32% em maio, mas ainda com pressão nos serviços subjacentes. A estimativa intermediária para o IPCA de 2026 - horizonte relevante da política monetária - oscilou de 4,51% para 4,50%, colada ao teto da meta.

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu um pouco menos do que o esperado no primeiro trimestre, mas o mercado de trabalho continuou dando sinais de força. O dólar se desvalorizou marginalmente, de R$ 5,70 para R$ 5,60 pela metodologia do Comitê. Os preços do petróleo, por outro lado, dispararam, especialmente após os ataques de Israel contra o Irã na última quinta-feira, 12.

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Nas contas do Itaú Unibanco, as projeções do Copom para o IPCA de 2025 e 2026 devem permanecer estáveis, em 4,8% e 3,6%, respectivamente. O banco espera que o colegiado mantenha a taxa Selic em 14,75%, refletindo o estágio já avançado do ciclo e a expectativa de que os efeitos defasados da política monetária se tornem mais evidentes à medida que o tempo passa, em um ambiente de elevada incerteza.

"Esperamos que o Comitê reforce o compromisso com a convergência da inflação à meta, seguindo a estratégia de permanecer com a taxa de juros em patamar contracionista por período prolongado e sinalizando que não hesitará em retomar o ciclo de alta, caso o cenário prospectivo de inflação se deteriore", afirma o economista-chefe do Itaú, Mario Mesquita, em relatório.

O Goldman Sachs vê 55% de chance de um aumento dos juros, a 15%, contra 45% de estabilidade. Para o diretor de pesquisa macroeconômica para América Latina do banco americano, Alberto Ramos, o comitê pode aproveitar a oportunidade de ganhar credibilidade com uma elevação de 0,25 ponto na taxa básica, de forma a convencer o mercado da estratégia de manter a Selic alta por mais tempo.

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"Idealmente, para impedir o mercado de antecipar prematuramente cortes nos juros e levar a um afrouxamento das condições financeiras, o Copom se beneficiaria de um aumento em junho e de deixar a decisão para julho em aberto (mesmo se a intenção fosse muito fortemente de não aumentar os juros em julho)", escreve Ramos, também em relatório. "A credibiliade ganha agora poderia ser útil mais tarde, quando o ciclo de cortes começar, e um aumento de juros em junho, se apropriada, poderia ser facilmente revertida mais tarde este ano."

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