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    Com petróleo e exterior negativo, Bolsa fecha em baixa de 1,47%

    Escrito por Da Redação
    Publicado em 18.03.2021, 18:10:00 Editado em 19.03.2021, 06:16:07
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    Em dia majoritariamente negativo no exterior, especialmente para o petróleo, com perdas que superaram a marca de 8% nos contratos futuros, o Ibovespa deixou de estender o entusiasmo do dia anterior decorrente da reafirmação da perspectiva 'dovish' (mais leve) para a política monetária dos Estados Unidos. Depois do fechamento da quarta-feira, ao elevar a Selic para 2,75% ao ano e indicar novo ajuste de 0,75 ponto porcentual, a atuação firme do Comitê de Política Monetária (Copom) em busca de contenção de inflação pressionada pelo dólar reforçou o viés positivo para o índice da B3, que se refletia logo após a decisão do BC no desempenho do fundo EWZ, em Nova York.

    A indicação de que o BC não será leniente resultou em ajuste, embora muito comportado, no dólar, com a moeda à vista em baixa de 0,30%, a R$ 5,5695, no fechamento desta quinta-feira.

    Principal ETF do Brasil em Nova York, o EWZ subia na quarta 1,5%, pós-Copom, observa Rodrigo Friedrich, head de renda variável da Renova Invest. "Era para ter sido um dia melhor hoje na Bolsa, mas o petróleo não ajudou. O Fed deixou muito claro que os juros nos Estados Unidos ficarão onde estão até 2023. Mas ainda há pressão sobre os yields americanos, preocupação do mercado com inflação, enquanto o Fed segue atento ao emprego, com dados semanais sobre pedidos de auxílio que ainda mostram fragilidade da situação do trabalho por lá. As escolhas nos EUA também não são muito fáceis", diz Friedrich.

    Nesta quinta-feira, com perdas de até 3,02% em Nova York (Nasdaq), o Ibovespa acompanhou a piora do humor externo à tarde e fechou em queda de 1,47%, aos 114.835,43 pontos, entre mínima de 114.301,95 e máxima de 116.750,66 pontos, com giro a R$ 32,3 bilhões. Na semana, avança 0,59% e no mês, 4,36%, colocando as perdas do ano a 3,51%.

    Em reflexo ao tombo do petróleo na sessão, as ações de Petrobras fecharam em queda de 3,49% (PN) e 2,83% (ON), em dia também negativo para Vale ON (-1,78%). As ações de bancos, que contribuíam para segurar o Ibovespa mais cedo, pós-Copom, limitaram a recuperação, com BB ON passando ao negativo no fechamento, em baixa de 0,85%. Ainda assim, o setor financeiro segurou a ponta positiva do Ibovespa: Santander subiu 2,77%, Bradesco ON e PN, ambas com 1,85%, e Sul América, 1,54%, pouco atrás de Sabesp (+1,61%). No lado oposto, PetroRio cedeu 8,60%, Gol, 7,53%, e Magazine Luiza, 6,93%.

    "Ainda há muito ativo com desconto na Bolsa aqui e liquidez muito forte lá fora, com a política monetária bem afrouxada e grandes volumes de compras de títulos por BCs, como o Fed e o Banco da Inglaterra. Mas o fluxo para cá não tem sido consistente, porque o dever de casa não avança. As reformas tributária e administrativa sumiram do noticiário, e aqui a política atua apenas por pressão", aponta Rodrigo Franchini, sócio e head de produtos na Monte Bravo Investimentos.

    "Mesmo com a PEC Emergencial, ainda há incerteza sobre o fiscal e também sobre a pandemia, apesar da expectativa de que a vacinação ganhe intensidade nos próximos meses, com maior disponibilidade de doses. No ano passado, o auxílio emergencial era por três meses, mas acabou sendo em nove", acrescenta. Nesta quinta, o governo anunciou que o auxílio emergencial voltará a ser pago em abril, para 45,6 milhões de beneficiários.

    Neste cenário ainda nebuloso, investidores estrangeiros retiraram R$ 324,660 milhões da B3 durante a sessão da última terça-feira, 16, quarto pregão consecutivo com fluxo negativo. No mês de março, os estrangeiros retiraram R$ 2,768 bilhões da Bolsa. No acumulado de 2021, o fluxo ainda é positivo em R$ 14,003 bilhões.

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