Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Com Fed e Powell dentro do esperado, taxas ficam de lado, à espera do Copom

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Os juros futuros terminaram a sessão perto dos ajustes anteriores. O comunicado do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e as declarações do presidente da instituição, Jerome Powell, ficaram relativamente dentro do esperado e, com isso, a grande expectativa do mercado manteve-se sobre a decisão e o comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) logo mais. O cenário de apostas na curva a termo continuou tendendo marginalmente para um aumento de 0,25 ponto porcentual na Selic.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2026 fechou em 14,870%, de 14,867% no ajuste anterior. A do DI para janeiro de 2027 passou de 14,24% para 14,25%. O DI para janeiro de 2028 encerrou com taxa de 13,61% (de 13,64% na terça) e a do DI para janeiro de 2029 oscilou de 13,55% para 13,50%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

O mercado de juros operou na retranca desde a etapa inicial. O noticiário geopolítico não trouxe novidades concretas. O presidente dos EUA, Donald Trump, chegou a dar um ultimato ao Irã, mas despistou sobre uma eventual entrada do país no conflito ao lado de Israel. Mais cedo, o aiatolá Ali Khamenei disse que o Irã não se renderá e que qualquer intervenção militar dos EUA trará "consequências irreparáveis".

A decisão do Fed de manter o juro entre 4,25% e 4,50% eram amplamente prevista e as mudanças no gráfico de pontos não foram capazes de alterar a percepção majoritária de que o ciclo de corte de juros começa em setembro, com a ferramenta do CME Group apontando maioria das apostas num orçamento total de redução de 50 pontos-base em 2025.

As taxas na B3 chegaram a ensaiar uma piora durante a entrevista de Powell, quando o dirigente tocou no tema das tarifas de importação. Ele afirmou que a expectativa sobre o efeito das taxas na inflação deixa os membros do colegiado receosos sobre corte de juros. "Para reduzir juros, estamos esperando para ver o que acontece com as tarifas", disse. No entanto, a pressão na curva local acabou se dissipando rapidamente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A economista-chefe da Mirae Asset, Marianna Costa, vê com naturalidade o desempenho lateral das taxas nesta quarta, num contexto de incerteza geopolítica, Fed dentro do esperado, véspera de feriado e Copom no radar. "Estamos indo para um Copom bastante dividido, o que não é pouca coisa. Pode ser 25 ou nada. O único consenso parece ser o de que virá uma comunicação bastante dura", afirma.

No mercado, enquanto na ala dos economistas as apostas seguem mais inclinadas à manutenção dos 14,75%, na curva de juros e nas opções digitais da B3 a expectativa de alta de 0,25 ponto está um pouco à frente, mas em ambos os casos a vantagem é pequena. Na pesquisa do Projeções Broadcast, 27 de 48 casas esperam Selic estável e 21 preveem aperto de 0,25 ponto. Nas opções de Copom, o prêmio no contrato para elevação era negociado a 64 pontos, enquanto o contrato para manutenção era de 36 pontos.

Na avaliação de Costa, a decisão deve ser unânime, de forma a coordenar as expectativas dos agentes e evitar volatilidade nos ativos. "E o comunicado deve ser neutro em relação a qualquer guidance", complementa. Nesse sentido, a expectativa é de que o colegiado não feche a porta para uma eventual nova elevação da Selic e não traga sinalização de timing para corte de juros.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline