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    Com exterior negativo, Bolsa fecha em queda de 1,49%, a 113.261,80 pontos

    Escrito por Da Redação
    Publicado em 23.03.2021, 17:49:00 Editado em 23.03.2021, 17:56:10
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    Em dia negativo em Nova York e especialmente para os futuros de petróleo, em meio à apreciação do dólar no exterior e a receios sobre os efeitos econômicos da terceira onda de covid-19 na Europa, o Ibovespa chegou a ensaiar recuperação, aos 115 mil pontos, mas acabou se firmando em baixa ainda no meio da tarde, e passou a renovar mínimas na hora final dos negócios. Assim, no encerramento, o índice da B3 mostrava perda de 1,49%, aos 113.261,80 pontos, entre mínima de 113.061,89 (-1,67%) e máxima de 115.598,66 pontos, com giro a R$ 31,9 bilhões. Na semana, cede 2,55%, com ganhos no mês limitados a 2,93% - no ano, perde 4,84%.

    Há exatamente um ano, em 23 de março de 2020 o Ibovespa atingia o menor nível de fechamento do ciclo da pandemia, a 63.569,62 pontos - a recuperação em um ano é de 78,17%. O recrudescimento da pandemia neste março de 2021, na Europa e no Brasil, coloca para o segundo semestre a expectativa de retomada da economia, em meio a renovações de lockdown, aqui e lá fora.

    Durante a maior parte do dia, na contramão do avanço do dólar no exterior, decorrente da aversão ao risco pandêmico, a acomodação da moeda americana abaixo de R$ 5,50, a R$ 5,46 na mínima do dia, contribuía para moderar o ajuste do Ibovespa - em dia de ata do Copom 'hawkish', na esteira da decisão da semana passada, quando o BC surpreendeu ao elevar a Selic a 2,75% ao ano. Com o agravamento da aversão a risco desde o exterior, o dólar à vista acabou por mudar de sinal no fim de tarde para fechar o dia quase estável, em leve baixa de 0,04%, a R$ 5,5157.

    Com perdas acima de 6% nos futuros de petróleo, Petrobras PN fechou nesta terça em queda de 3,06% e a ON, de 2,30%, com Vale ON em baixa de 2,31%, as três nas mínimas da sessão no encerramento, em dia de fortalecimento do dólar no exterior ante referências como euro, iene e libra (DXY). Apesar da ata 'hawkish' do Copom, as ações de bancos também tiveram tarde negativa, com perdas de até 3,61% (BB ON). Na ponta do Ibovespa, Azul cedeu 6,80%, à frente de Gerdau PN (-4,36%) e CSN (-4,29%). Na face oposta, IRB subiu 5,91%, CVC, 5,56%, e Marfrig, 3,98%.

    Pesou a percepção de que a pandemia, a lentidão da vacinação e a falta de coordenação da União com Estados e municípios na reação ao colapso hospitalar mantêm elevado grau de incerteza sobre a economia doméstica, agravada pela prorrogação de lockdown em países como a Alemanha e, aqui, pelo relato de que o Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo enviou ao governador João Doria proposta para estender a fase emergencial no Estado por mais 15 dias.

    No exterior, sinal de que o governo americano poderá vir a ter de elevar impostos em meio ao esforço fiscal para dar sustentação à economia contribuiu para firmar os índices de ações em Nova York em terreno negativo nesta tarde, em renovação de mínimas que se refletiram também no desempenho do Ibovespa.

    Em audiência no Congresso dos EUA, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, reiterou o compromisso com a máxima geração de emprego e a meta de inflação de 2%, enquanto a secretária do Tesouro, Janet Yellen, "evitou confirmar que o governo aumentará os impostos cobrados de grandes empresas e pessoas que recebem mais de US$ 400 mil por ano, mas destacou a necessidade de elevar receitas", observa em nota Heloïse Sanchez, analista da Terra Investimentos.

    "Yellen não desmentiu. Isso sugere que haverá mesmo aumento de impostos, o que explica esta queda de quase 1% para o Dow Jones, em dia em que passada a ata do Copom, pela manhã, o mercado acompanhou o exterior, a partir do Powell e da Yellen no Congresso americano", diz Jefferson Laatus, estrategista do Grupo Laatus.

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