Economia

Com dados de varejo da China, Bolsa fecha em baixa de 1,22%, aos 100.553,27 pts

Da Redação ·

Em linha com o exterior, esta quinta, 16, foi de realização de lucros na B3 e a ocasião encontrada para colocar algum dinheiro no bolso foi a decepção com a queda nas vendas do varejo na China em junho, apesar dos desempenhos positivos do PIB no segundo trimestre e da produção industrial do país no mesmo mês, também divulgados nesta quinta-feira. Com o Ibovespa iniciando a segunda quinzena do mês com ganhos até ontem de 7% em julho, o índice se inclinou hoje a uma moderada correção, ao fechar em baixa de 1,22%, aos 100.553,27 pontos, oscilando entre mínima de 100.160,18 e máxima de 101.792,33, após ter fechado no dia anterior na casa dos 102 mil pela primeira vez desde 5 de março.

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Na semana, o Ibovespa limita os ganhos a 0,52%, ainda avançando 5,78% no mês - em 2020, a perda acumulada é de 13,05%. O giro financeiro, mais contido do que nas sessões anteriores, ficou em R$ 23,9 bilhões nesta quinta-feira.

"Embora o setor de consumo e de serviços não tenha o peso visto em outras economias, como a brasileira, a leitura chinesa deixa uma questão em aberto, que pode vir a ser observada em outros países à medida que retomarem, uma vez que a China foi a primeira a ser atingida pela pandemia, a primeira a fechar e reabrir as atividades", diz Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos.

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"Como o Fed tem dito, provavelmente os efeitos desta crise continuarão a ser sentidos adiante, de forma que, com todo este rali observado desde abril, chega uma hora em que se precisa realizar", acrescenta. Arbetman menciona também a falta de catalisadores domésticos que pudessem singularizar o mercado brasileiro em um dia de ajuste global nos preços dos ativos, ainda que moderado como o observado nesta sessão. Para o analista, o que tem movido os mercados, em boa medida, "é a expectativa positiva em torno das vacinas".

Assim, pela sexta sessão consecutiva, o Ibovespa conseguiu ficar acima da linha psicológica dos 100 mil pontos na máxima do dia, e pelo segundo dia manteve-se nos seis dígitos ao longo de todo o pregão, algo não visto desde o início de março, quando as perdas e a volatilidade do Ibovespa passaram a se acentuar - em 28 de fevereiro, na mínima daquele dia, o Ibovespa cedeu durante a sessão a linha de 100 mil pontos, aos 99.950.96 pontos, pela primeira vez desde 8 de outubro de 2019 (99.867,59 no intradia).

Após ter liderado no dia anterior o Ibovespa, a Embraer esteve na ponta oposta nesta sessão, em baixa de 6,14% no fechamento, à frente de Gol (-4,19%) e Minerva (-4,01%). No lado positivo, Cogna subiu hoje 5,03%, seguida por Via Varejo (+2,98%), Telefônica Brasil (+2,75%) e TIM (+2,57%). "Os ganhos na Cogna decorreram da expectativa sobre o valor da uma listagem de sua subsidiária Vasta em Nova York, que poderia destravar valor nas ações da "empresa mãe", e os da TIM, com possível aquisição de ativos de telefonia", diz Cristiane Fensterseifer, analista de ações da Spiti.

As ações de commodities mostravam perdas acima de 3%, mas ao final Vale ON mostrava baixa de 2,70%, Petrobras PN, de 2,66%, e a ON, de 2,36%, em terreno negativo assim como as de siderúrgicas, como CSN (-2,01%), e de bancos (Bradesco PN -1,76%).