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Com BC dos EUA e decisão da Moody's, Ibovespa sobe 0,95%, aos 127,1 mil pontos

Como os demais ativos domésticos, o Ibovespa reagiu nesta quinta-feira bem às duas principais notícias do feriado de 1º de maio: a elevação da perspectiva da nota de crédito do Brasil pela Moody's, de estável para positiva, e os sinais, tidos como favoráv

Luís Eduardo Leal (via Agência Estado)

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Escrito por Luís Eduardo Leal (via Agência Estado)
Publicado em 02.05.2024, 17:53:00 Editado em 02.05.2024, 17:59:18
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Como os demais ativos domésticos, o Ibovespa reagiu nesta quinta-feira bem às duas principais notícias do feriado de 1º de maio: a elevação da perspectiva da nota de crédito do Brasil pela Moody's, de estável para positiva, e os sinais, tidos como favoráveis sobre os juros dos Estados Unidos, emitidos pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) na decisão de política monetária, na quarta-feira.

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Assim, o índice da B3 operou em alta desde a abertura e encerrou a sessão com ganho de 0,95%, aos 127.122,25 pontos. Nesta quinta, oscilou de mínima na abertura aos 125.925,55 até os 127.670,16 pontos, na máxima do dia, com giro a R$ 24,1 bilhões na sessão. Na semana, o Ibovespa avança agora 0,37% - no ano, ainda cede 5,26%

No comunicado do Fed, observa a Guide Investimentos, "os formuladores da política monetária reconheceram que embora a inflação tenha se moderado ao longo do último ano nos EUA, permanece elevada - e houve uma notável falta, nos últimos meses, de progresso adicional em direção à meta", de 2% ao ano, para os preços.

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Ainda assim, durante a coletiva de imprensa após a decisão, o presidente do BC norte-americano, Jerome Powell, afirmou não considerar provável um aumento na taxa de juros de referência, observando também que a política monetária atual estaria em estágio "suficientemente" restritivo para que se atinja a meta de inflação, aponta também a Guide, em nota.

Nesse contexto, a comunicação do Fed, como um todo, foi considerada relativamente branda, "dovish" (mais leve), o que contribuiu para a reversão dos temores que se impunham aos ativos domésticos no começo da semana.

Para a melhora do humor, a avaliação benigna feita pela Moody's sobre a trajetória da economia e da dívida soberana no Brasil, que resultou em elevação da perspectiva para o rating do País, veio como cereja no bolo nesta retomada dos negócios após o feriado, com acomodação do câmbio a R$ 5,11, em queda de 1,53% na sessão, e recuo também na curva de juros doméstica, em linha com os Treasuries.

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"O dia foi duplamente positivo com ganhos estendendo-se por hoje, em função da fala de Powell e do comunicado do Federal Reserve, ontem, quando o BC dos Estados Unidos manteve os juros pela sexta reunião seguida, conforme se esperava - e com um tom muito menos conservador, menos duro, do que se temia", diz Larissa Quaresma, analista da Empiricus Research.

Ela destaca a referência clara de que os juros dos EUA não devem voltar a subir, no cenário do Fed, e a falta de aceno à possibilidade de que corte fique muito para o fim do ano ou mesmo para o começo de 2025 - o que resulta em fechamento da curva de juros, lá fora, com implicações para o dólar e o câmbio com o real.

"Após uma arrancada muito forte, que levou a moeda americana dos R$ 4,90 aos R$ 5,31, vemos finalmente um movimento de correção para o que imagino que deva ser sua nova área de negociação nas próximas semanas, na faixa entre R$ 5,00 e R$ 5,20", diz Anderson Silva, head de renda variável e sócio da GT Capital.

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Dessa forma, em dia de reprecificação na curva futura após o Fed, o mercado ampliava até mesmo a ainda minoritária chance de o BC dos Estados Unidos abrir o ciclo de relaxamento monetário já na próxima reunião, em junho, conforme dados da plataforma do CME Group. No período da tarde desta quinta, a ferramenta apontava 85,8% de probabilidade de a taxa básica dos EUA seguir entre 5,25% e 5,50% no mês que vem, comparada a 90,7% na véspera. E a possibilidade de haver um corte de 25 pontos-base no próximo mês cresceu de 9,3% para 14,2%, reporta o jornalista André Marinho, doBroadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Para John Lloyd, líder de estratégias de crédito multissetoriais e gestor de portfólio na Janus Henderson, independentemente de as taxas de juros do Fed ficarem "mais altas por mais tempo" ou de permanecerem "mais altas por enquanto", os investidores tendem a continuar a tirar proveito "desses rendimentos elevados", destaca em nota.

Na B3, entre as principais ações do Ibovespa, apenas Bradesco (ON +0,24%, PN -1,14%) destoou do sinal único, positivo, nesta quinta-feira. O segundo maior banco privado do País divulgou o balanço do primeiro trimestre e, embora os resultados em geral não tenham desagradado tanto como em divulgações anteriores, há preocupação do mercado com relação ao cumprimento do guidance para o ano de 2024.

Em relatório, os analistas Bernardo Guttmann, Matheus Guimarães e Rafael Nobre, da XP, destacam que a margem financeira com clientes permaneceu pressionada devido ao mix de crédito com spreads mais baixos. Além disso, os analistas apontam que a carteira de crédito ampliada "cresceu tímidos 1,2%, bem abaixo do piso do guidance", reporta a jornalista Beth Moreira, do Broadcast.

Na ponta ganhadora do Ibovespa na sessão, destaque para CVC (+12,44%), Pão de Açúcar (+8,53%) e Magazine Luiza (+7,35%), com o setor de varejo e outros ativos sensíveis a juros e ao ciclo doméstico indo bem na sessão. No lado oposto, além de Bradesco PN, apareceram Embraer (-1,89%), Weg (-1,77%), Prio (-1,21%) e Localiza (-1,06%).

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