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Com atraso, BC revisa nota do setor externo e revela déficit maior de janeiro a novembro

Prevista para ser apresentada no mês passado, a revisão da nota do setor externo do Banco Central foi divulgada nesta segunda-feira, 5. O documento incorpora novas fontes de dados e as consequentes ampliações de cobertura de transações de balanço de pagam

Eduardo Rodrigues e Célia Froufe (via Agência Estado)

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Escrito por Eduardo Rodrigues e Célia Froufe (via Agência Estado)
Publicado em 05.02.2024, 12:35:00 Editado em 05.02.2024, 12:38:03
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Prevista para ser apresentada no mês passado, a revisão da nota do setor externo do Banco Central foi divulgada nesta segunda-feira, 5. O documento incorpora novas fontes de dados e as consequentes ampliações de cobertura de transações de balanço de pagamentos.

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O déficit em transações correntes acumulado de janeiro a novembro de 2023 foi revisado de US$ 22,2 bilhões para US$ 22,8 bilhões, uma elevação de US$ 600 milhões. Apesar de já ter dados atualizados até dezembro do ano passado, a revisão vai apenas até novembro.

O aumento, conforme a instituição, decorreu das novas estimativas de receitas e despesas de lucros de investimento direto, que cresceram US$ 3,6 bilhões e US$ 4,0 bilhões, respectivamente. As despesas líquidas da renda primária aumentaram US$ 600 milhões no período, passando de US$ 62,5 bilhões para US$ 63,1 bilhões.

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Na despesa de lucros de investimento direto, houve aumento de US$ 2,4 bilhões nos lucros remetidos, decorrentes de movimentação no exterior, e de US$ 1,7 bilhão em lucros reinvestidos. Na receita de lucros de investimento direto, o aumento de US$ 3,6 bilhões ocorreu integralmente em lucros reinvestidos.

A revisão do IDP de janeiro também até novembro de 2023 aumentou o valor dos ingressos líquidos em US$ 9,6 bilhões, de US$ 52,7 bilhões para US$ 62,3 bilhões. Conforme o BC, houve acréscimo de US$ 1,7 bilhão por conta da revisão das estimativas de lucros reinvestidos, e de US$7,9 bilhões nos ingressos líquidos em operações intercompanhia. Neste último caso, as empresas de investimento direto informaram desembolsos no exterior no sistema SCE-Crédito, nova fonte de dados incorporada ao balanço de pagamentos.

Para 2022, a revisão das estatísticas levou a uma redução de US$ 5,4 bilhões do déficit em transações correntes, de US$ 53,6 bilhões (2,75% do PIB) para US$ 48,3 bilhões (2,47% do PIB). Essa revisão decorreu da variação na renda primária, cujo déficit foi revisto de US$ 61,9 bilhões para US$56,5 bilhões.

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Na renda primária, de acordo com o documento, a despesa total de lucros de investimento direto para 2022 atingiu US$ 56,2 bilhões, uma redução de US$ 4,9 bilhões em relação à estimativa anterior. Também houve alteração na composição do lucro total.

As despesas de lucros remetidos aumentaram US$ 8,4 bilhões - em sua maioria, conforme o BC, pagamentos efetuados sem contrato de câmbio, por meio de contas de depósito no exterior - enquanto as despesas de lucros reinvestidos recuaram US$ 13,3 bilhões, impactando também o IDP. O fluxo de IDP passou a totalizar ingressos líquidos de US$ 74,6 bilhões (3,82% do PIB) ante US$ 87,2 bilhões (4,47% do PIB) anteriormente estimados.

Quanto aos passivos de investimento em carteira, as saídas líquidas se mostraram menores em US$ 1,3 bilhão, revistas de US$ 4,3 bilhões para US$ 3,1 bilhões. O Censo demonstrou que se tratava de renda de empresas de investimento direto que havia sido informada nos registros cambiais como remessa de principal de fundos de investimento. Em relação aos ativos de outros investimentos, os ingressos líquidos revisados totalizaram US$ 24,7 bilhões, ante US$ 27,4 bilhões anteriormente estimados.

Atraso

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