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CNI defende corte Selic em 0,75 pp e diz que inflação em queda permite ritmo mais acelerado

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia ser fundamental "acelerar o ritmo de queda da taxa básica de juros, a Selic, para no mínimo 0,75 ponto porcentual". O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central começou nesta terça a reunião que se encerra amanhã, para decidir sobre a taxa de juros, atualmente em 11,25% ao ano.

Segundo o presidente da CNI, Ricardo Alban, ampliar o tamanho da redução da Selic é compatível com o atual cenário de inflação sob controle e é essencial para reduzir os custos de financiamento para empresas, além de incentivar novos investimentos.

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"Depois de o governo federal e a sociedade brasileira empreenderem esforços para acelerar o crescimento econômico com o retorno da política industrial, com base no programa Nova Indústria Brasil, o Banco Central precisa juntar esforços dando sua contribuição. A situação da inflação no Brasil já permite, há algum tempo, a redução mais relevante dos juros reais", defende Alban.

Na avaliação da entidade, a inflação de fevereiro superou as expectativas por motivações pontuais, refletindo a atividade escolar. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro teve alta de 0,83%, o resultado mais elevado desde fevereiro de 2023.

"Adiar a aceleração no ritmo de queda da Selic certamente penalizaria ainda mais a atividade econômica no Brasil", afirma o presidente da CNI. Na avaliação da entidade, as taxas de juros elevadas provocam danos à economia brasileira, principalmente para o setor industrial, que possui cadeias longas, gerando grande cumulatividade de juros na composição do preço final do produto.

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