Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

China fixa meta de 5% para crescimento do PIB em 2024

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

A China anunciou nesta terça-feira, 5, uma meta de crescimento econômico de cerca de 5% para 2024, a mesma do ano anterior. A informação foi divulgada pelo primeiro-ministro do país, Li Qiang, na abertura do Congresso Nacional do Povo, em Pequim.

A meta de 5% é superior às estimativas do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial (de 4,6%) para o crescimento chinês neste ano, o que indica a confiança dos líderes do país na reversão do cenário econômico, em um momento de pessimismo generalizado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Economistas dizem que a meta não será fácil de ser alcançada por causa da crise imobiliária, das pressões deflacionárias e do comportamento morno dos consumidores, além das crescentes tensões geopolíticas.

Quando a China estabeleceu a meta de crescimento de cerca de 5% no ano passado, havia a expectativa de uma forte recuperação pós-pandemia, com o fim das restrições que isolaram o país do mundo durante três anos. Em vez disso, a atividade perdeu força após algumas semanas, o que levou o governo chinês a lançar uma série de medidas para fazer com que o Produto Interno Bruto (PIB) crescesse 5,2% em 2023.

O banco holandês ING avalia que a decisão do governo da China de manter a meta de crescimento de cerca de 5% em 2024 não foi uma surpresa, já que uma eventual redução do objetivo poderia enfraquecer ainda mais a confiança no país. "Será um caminho mais desafiador repetir o crescimento de 5% em 2024, à medida que o efeito de base se tornar menos favorável e que muitos dos impulsos à economia decorrentes das medidas da pandemia irão gradualmente diminuir", diz a instituição em relatório.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O mercado imobiliário deverá seguir como um obstáculo para a economia do país neste ano, segundo o ING. Por outro lado, o investimento deverá ser o principal motor da economia, mas requer mais apoio, de acordo com o relatório. O ING indica ainda que a fraca confiança dos consumidores deverá impedir que o consumo repita a boa performance de 2023. Já os setores de alimentos e bebidas, entretenimento e viagens e turismo podem continuar apresentando desempenho superior neste ano, segundo a análise.

Para o banco australiano ANZ, a China precisará lançar mais estímulos à economia para atingir a meta de crescimento de cerca de 5% em 2024. A fixação do objetivo também reforça a expectativa por um corte de 0,2 ponto porcentual nas taxas de juros do país até o fim do ano, segundo o ANZ.

"Esperamos que o Banco do Povo da China seja paciente no curto prazo devido aos fortes dados de gastos no Ano-Novo Lunar e ao corte de 50 pontos-base (0,5 ponto porcentual) nos compulsórios bancários em fevereiro. A próxima janela para corte de taxas será em abril de 2024, quando os dados econômicos do primeiro trimestre forem divulgados", diz a análise.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Meta fiscal

O governo da China também estabeleceu a meta de déficit fiscal de 3% este ano, abaixo dos números revisados de 2023. O governo informou ainda que implementará políticas de redução tributária estrutural e focará o suporte do desenvolvimento industrial e tecnológico, exigindo maior "disciplina e supervisão" financeira em todos os níveis de governança.

Em relatório separado, o Ministério das Finanças da China detalha que espera impulsionar os gastos fiscais em 4% neste ano, a 28,5 trilhões de yuans (cerca de US$ 4 trilhões), abaixo da meta de 5,6% em 2023.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já a receita fiscal deve crescer 3,3% em 2024, abaixo da meta de 6,7% do ano passado, projeta o órgão. Com outras receitas, o ministério estima que o resultado total será um déficit de 4,06 trilhões de yuans (US$ 564 bilhões), atingindo a meta de 3%.

Em 2023, o país também estabeleceu meta de déficit fiscal em 3%, mas uma emissão adicional de 1 trilhão de yuans (US$ 139 bilhões) em títulos para apoiar a economia em dificuldades ampliou a taxa de déficit para 3,8%.

Responsável pela elaboração do documento oficial do NPC e diretor do Escritório de Pesquisas do Conselho Estatal da China, Huang Shouhong afirmou em coletiva de imprensa que a meta de déficit fiscal segue recomendações de padrão internacional e que "está em linha com o objetivo realista de melhora no desenvolvimento econômico da China".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As informações são do jornalO Estado de S. Paulo.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV