Economia

Cautela externa com EUA-China e indicadores limita alta do Ibovespa

Da Redação ·

Em meio a sinais claudicantes em relação ao ritmo de retomada da economia global e o impasse entre EUA e China, o Ibovespa iniciou o pregão desta quinta-feira de maneira cautelosa. Apesar de, no geral, a safra de balanços norte-americana estar agradando aos investidores, números da economia, sobretudo do mercado de trabalho ainda reforçam a atenção.

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Nesta quinta, o governo dos EUA informou que os pedidos de auxílio-desemprego subiram 109 mil na semana, a 1,1416 milhão, ante previsão de 1,3 milhão. Também divulgou que o dado anterior foi revisado de 1,3 milhão para 1,307 milhão.

Às 10h50, Ibovespa subia 0,43%, aos 104.734,88 pontos. Em Nova York, as bolsas tentavam subir: Nasdaq (0,13%) e S&P 500 (0,09%). Já o Dow Jones cedia 0,17%.

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Para Bruno Takeo, gestor de ações da Ouro Preto Investimentos, o dado de emprego norte-americano é ruim para a maior economia do planeta, pois sinaliza uma reação mais lenta às medidas de estímulo implementadas para combater a pandemia de coronavírus. No entanto, pondera que esse desempenho pode reforçar as expectativas de mais ações dos EUA para tentar estimular a atividade. "O mercado pode reagir de outra forma, tem estado no modo 'bad news is good news'. Pode pensar neste dado como mais um incentivo para o governo americano aprovar mais estímulos", afirma.

Conforme Takeo, a tensão entre EUA e China, após o governo norte-americano fechar o consulado chinês no Texas deve ficar no radar, mas ainda não está pressionando tanto os mercados. Isso porque, explica, há algumas notícias positivas que tendem a sustentar um ambiente de menos deterioração, caso dos balanços. Porém, pondera que se houver retaliação da China, os EUA devem continuar agindo, o que, sem dúvida, não seria benéfico.

Dentre os números corporativos apresentados hoje, a AT&T, por exemplo, teve lucro líquido de US$ 1,56 bilhão (US$ 0,17 por ação) no segundo trimestre, inferior ao visto antes, mas acima do esperado, o que estimulou alta das ações e ainda do Nasdaq futuro.

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Apesar dessa cautela, o gestor ainda ressalta que a aproximação do governo com o Centrão também pode ser vista como um fator positivo. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), adiou mais uma vez a votação dos vetos presidenciais, numa indicação de tentativa de ficar ainda mais colado ao Centrão. Com isso, avalia Takeo, há possibilidade de avanço nas pautas do governo.

Na seara corporativa, destaque para a notícia de que a Highline do Brasil apresentou a melhor oferta vinculante para adquirir a Oi Móvel. Na B3, destaque para as ações de telefonia, que cedem: TIM ON caía 3,91% e Vivo PN recuava 2,66%, os dois papéis na liderança da carteira do Ibovespa das maiores quedas.

Com a oferta da Highline, a Oi celebrou com a empresa um acordo de exclusividade para dar continuidade às negociações pelo ativo. De acordo com a tele, o acordo tem validade até 3 de agosto, mas pode ser prorrogado através de acerto entre as partes. Vale lembrar que, na madrugada de sábado, Claro, TIM e Telefônica Brasil haviam se unido em uma oferta para adquirir o serviço.

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Já a Petrobras aprovou o pagamento de dividendos no valor de R$ 1,7 bilhão para ações ordinárias (ou R$ 0,0233649 por ação) e R$ 2,5 milhões para ações preferenciais em circulação (ou R$ 0,000449 por ação). Os papéis subiam entre 0,39% (PN) e 0,60% (ON), apesar da queda do petróleo no mercado internacional.

Ainda deve seguir no radar os temidos efeitos da proposta de reforma tributária no setor financeiro. As ações voltam a cair hoje. A maior variação negativa era Itaú Unibanco PN (-0,89%), às 10h57.