Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Cautela com cenário eleitoral e crise no Reino Unido elevam taxas futuras

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Mesmo com a divulgação de mais um dado que sinalizou fraqueza da atividade doméstica e alívio do dólar, a segunda etapa do pregão desta quarta-feira, 2, foi marcada por elevação dos juros futuros a partir dos vencimentos intermediários da curva a termo, enquanto os contratos curtos seguiram oscilando perto da estabilidade.

A piora na ponta mais longa foi atribuída por agentes à cautela com o cenário eleitoral doméstico, mas ocorreu também na esteira do ambiente externo. A reação negativa dos mercados à crise política no Reino Unido, onde o governo pressiona a ministra de Finanças britânica, Rachel Reeves, a se demitir, teve impacto sobre a curva brasileira.

publicidade
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Encerrados os negócios, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2026 passou de 14,924% no ajuste anterior para 14,920%. O DI com vencimento em janeiro de 2027 fechou em 14,115%, vindo de 14,105% no ajuste da véspera. O DI que vence em janeiro de 2028 subiu de 13,287% no ajuste de terça para 13,320%. O contrato de janeiro de 2029 também avançou, de 13,09% no último ajuste para 13,150%.

O juro do Gilt (título do Tesouro do Reino Unido) de 2 anos subiu a 3,89%, o do Gilt de 10 anos avançou a 4,699% e o do Gilt de 30 anos aumentou para 5,422%. Às 18h07, a libra esterlina caía 0,81% ante o dólar.

"A abertura de juros lá fora, principalmente no Reino Unido, influenciou os juros locais", afirmou Luis Cezario, economista-chefe da Asset 1. "A produção industrial no Brasil veio neutra, dentro esperado. O noticiário interno não afetou muito a curva hoje", avaliou. Divulgada nesta quarta pelo IBGE, a produção industrial diminuiu 0,5% entre abril e maio, feitos os ajustes sazonais, desempenho em linha com a mediana de 32 instituições ouvidas pelo Projeções Broadcast.

publicidade

Segundo Eduardo Velho, economista-chefe da Equador Investimentos, o tombo da indústria em maio corrobora a visão de desaceleração da atividade do setor e também do PIB brasileiro no segundo trimestre. Por outro lado, o segmento de serviços e o mercado de trabalho ainda estão "descolados" desta tendência. Assim, disse, o dado de produção industrial não teve impacto relevante na curva.

Cezario, da Asset 1, acrescenta que também houve abertura da curva nos EUA, embora, na sessão desta quarta, o maior vetor de alta tenha vindo da Europa.

Do lado doméstico, segundo uma fonte do mercado, um 'tracking' interno da Atlas teria apontado um cenário mais favorável para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2026, o que também teria pressionado a curva local, dada a preocupação com o quadro fiscal.

publicidade

Durante conferência do Citi em São Paulo no início desta tarde, o Diretor de Política Monetária do BC, Nilton David, endossou a comunicação recente do Comitê de Política Monetária (Copom), ao afirmar que há dois consensos dentro do colegiado: a percepção de que a Selic em 15% está em nível restritivo; e a de que o "módulo restritivo" tem que ser maior e por período mais prolongado. As afirmações não fizeram preço no mercado de juros, mas reforçaram a avaliação de que a Selic continuará em patamar elevado por um longo período.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline