Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Carnes e ovos já mostram arrefecimento, o que não significa queda de preço, diz diretor dO BC

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O diretor de Política Econômica do Banco Central, Diogo Guillen, disse nesta segunda-feira, 31, que carne e ovos já mostraram um arrefecimento, o que não significa necessariamente uma queda de preço.

"Alimentação no domicílio com variação elevada, mas teve alguma moderação, destaque aí para café e ovos, que eu acho que estão no holofote com essa alta recente", disse.

publicidade
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

"Carnes, óleo de soja, leite e arroz no quarto trimestre tiveram um aumento muito grande e, agora, algum arrefecimento", ressaltou. "De novo, arrefecimento não necessariamente é queda de preço, é queda de inflação. Inflação é a variação de preço. Então, o preço pode se manter elevado e você não vai ver inflação", acrescentou durante o Ciclo de Palestras, organizado pela Faculdade ESEG, para tratar de conjuntura econômica, em São Paulo.

Guillen reiterou que a moderação de crescimento é um cenário básico que começa a se delinear. Ele repetiu ainda que o Banco Central manteve a hipótese de juro real neutro em 5% no último Relatório de Política Monetária (RPM).

Ele voltou a afirmar que o hiato do produto deve se tornar negativo no horizonte de 18 meses. "Hiato do produto, no primeiro trimestre de 2025 estimado em 0,6%, ou seja, um hiato positivo (...) Então é um hiato positivo e um hiato que sai de positivo e vai para negativo em 18 meses, para -0,8%, ou seja, tem uma desaceleração de crescimento indicando que o hiato, que hoje está positivo, vai se reduzindo e fica negativo daqui a 18 meses", afirmou.

publicidade

Mercado de trabalho

O diretor de Política Econômica do Banco Central disse há pouco que ainda há muitas dúvidas sobre o dinamismo do mercado de trabalho no Brasil, em meio aos efeitos da pandemia e da reforma trabalhista, por exemplo.

"Ao longo de 2023, a gente via um mercado de trabalho com taxa de desemprego caindo, mas a gente não sabia onde era a Nairu. Ou seja, qual é a taxa de desemprego que não leva a um aumento da inflação? Será que é a mesma do pré-pandemia? Será que é outra por causa da reforma trabalhista? Tem muita incerteza em torno desse tema", disse.

publicidade

Ele comentou que parte do trabalho do Banco Central foi, inclusive, observar o desempenho dos salários que, segundo ele, podem ser um indicador defasado das pressões. "Porque primeiro vai no volume, depois vai no preço, depois vai no salário, mas eles refletem a pressão. Qual é o poder de barganha dos trabalhadores e, consequentemente, o aumento de salários", disse.

Guillen também repetiu que o Banco Central revisou sua projeção de crescimento este ano de 2,1% para 1,9%, no Relatório de Política Monetária (RPM) divulgado na semana passada.

Selic

publicidade

O diretor de Política Econômica do Banco Central disse que a defasagem temporal da política monetária justifica a alta de menor magnitude na taxa Selic sinalizada na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O ciclo de alta, no entanto, permanecerá em meio à resiliência na inflação e ao dinamismo da economia.

"Um dos grandes temas da última reunião do Copom foi a sinalização sobre o que a gente vai fazer, que a gente indicou aí um ajuste de menor magnitude na próxima reunião, isso confirmando o cenário esperado", disse. "E aí eu acho que o ciclo deve continuar, porque você tem um cenário adverso de inflação, por tudo que eu falei, expectativa desancorada, resiliência de crescimento, projeções, mercado de trabalho, tudo isso levando a um cenário adverso e exigindo o ciclo. Por que menor magnitude? A menor magnitude tem as defasagens inerentes ao ciclo."

Somado às defasagens ligadas à política monetária, Guillen cita ainda o cenário de incerteza como fator que leva a uma menor magnitude no ajuste. "Então são dois componentes levando a essa indicação de menor magnitude. A primeira já é a própria defasagem, já sugeriria uma menor magnitude, além disso você tem outro componente que é a incerteza. Eu vejo como dois degraus aqui para menor magnitude", resumiu.

publicidade

Ele citou ainda a incerteza em relação a quanto será essa menor magnitude. "A gente deixa em aberto justamente por causa da incerteza, não querendo dar um sinal preciso sobre a próxima reunião. Então a incerteza permeia muito do debate de política monetária sobre sinalização e sobre construção do cenário", reforçou.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline