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Campos Neto: preços de energia sobem cada vez mais no mundo e Brasil está no topo

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Enquanto a inflação em 12 meses até setembro chegou as 10,25%, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, voltou a argumentar que os preços de energia estão subindo cada vez mais no mundo todo. "E o Brasil está no topo. A inflação brasileira está muito alta, mas há países próximos de Brasil. As expectativas de inflação subiram bastante para 2021, e podem piorar por reajuste de gasolina", admitiu, em participação em evento virtual organizado pelo Itaú BBA.

O presidente do BC voltou a reclamar que a curva de juros brasileira tem sido afetada por "todo tipo de ruído", além da própria expectativa de inflação.

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Mais uma vez, Campos Neto afirmou que há uma onda de ajustes da taxa de juros por diversos países, com o Brasil sendo um dos primeiros a iniciar o ciclo de alta na Selic, desde março deste ano.

Demanda de serviços

O presidente do Banco Central avaliou também que o deslocamento da demanda de serviços para bens observado durante a pandemia tende a ser persistente, mesmo após a reabertura do setor na maioria dos países. "A maioria das economias estão reabertas e a esperada passagem da alta de preços de bens para serviços não tem sido observada. Temos vários programas emergenciais expirando agora em vários países e precisamos ver qual será o impacto disso. Talvez haja algo mais estrutural e permanente nessa mudança de consumo de serviços por bens."

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Repetindo a mesma apresentação feita em ocasiões anteriores, Campos Neto mais uma vez citou a chamada "inflação verde" nas cadeias de produção de metais e componentes usados na transição para uma economia mais sustentável.

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