Economia

Bradesco vai acelerar expansão Digio sem tirar sua autonomia

Da Redação ·

Assim que tiver a aprovação das autoridades para assumir integralmente o capital do banco Digio, o Bradesco vai ampliar o cardápio, oferecer aos clientes do banco digital crédito imobiliário, entre outros produtos. Mas a estrutura do Digio permanecerá intacta.

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"O plano neste momento não é nem juntar com Next, nem com o banco, é manter o Digio independente", disse o diretor vice-presidente do Bradesco, Marcelo de Araújo Noronha, responsável pelas empresas investidas do banco. Unir essas estruturas, segundo ele, cortaria o embalo do negócio, o que teria um custo elevado neste momento de competição super acirrada, em meio à implementação do open banking.

"Tem o desafio de integrar a equipe, os sistemas... isso dá literalmente um freio de arrumação, perde-se um ano em um processo desses e não faz sentido perder tempo", afirmou Noronha. "É o contrário, vamos pisar no acelerador com o Digio, que tem um bom posicionamento com a marca. Vamos mantê-lo como unidade separada. A gente sempre acreditou nesse projeto."

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O pai desse projeto, Carlos Giovane Neves, será mantido no comando da operação, bem como todos os funcionários do Digio. O banco digital tem cerca de 2 cerca de dois milhões de cartões de crédito em circulação, seu carro chefe. Cerca de metade desses clientes, segundo Noronha, tem também conta digital. Entre eles, motoristas do Uber, graças a acordo firmado no início do ano com o aplicativo para oferecer conta digital onde o pagamento pelas corridas é feito de maneira direta.

Sem o sócio, o Bradesco pretende fazer o Digio expandir sua base de clientes rapidamente, já em 2022. A meta, segundo Noronha, ainda será traçada no plano estratégico que está sendo desenhado. Além dos cartões, banco digital também já possui uma carteira de crédito de R$ 2,5 bilhões. No primeiro semestre, registrou lucro líquido de R$ 36,7 milhões.

O Bradesco anunciou na noite de sexta-feira que fechou contrato para a compra dos 49,99% da instituição que pertenciam ao Banco do Brasil (BB), por R$ 625 milhões. O BB informou que o impacto estimado no resultado do BB é de aproximadamente R$ 175 milhões, via equivalência patrimonial, e não há efeito material no capital.