Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Bradesco: caso petróleo suba a US$ 80 por barril, impacto baixista é de 0,2 pp para o PIB

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O Bradesco mapeou os impactos da alta dos preços de petróleo para o Brasil, considerando a rápida escalada do conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. Antes do início da guerra, o contrato Brent rondava US$ 60 por barril, mas nesta terça-feira, 3, já supera os US$ 80, em um reflexo do aumento de risco.

Caso o petróleo siga no nível de US$ 80 por barril, pode vir a tirar até 0,4 ponto porcentual (pp) para o Produto Interno Bruto (PIB) global, trazendo um impacto baixista para o crescimento doméstico de 0,2 pp, calcula o Bradesco, em relatório a clientes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Em termos de resultado primário, o impacto seria de alta de 0,3pp caso o dólar fique no nível de R$ 5,30 e o petróleo a US$ 80 por barril, visto que o preço da commodity tem um impacto relevante via receitas do governo. "Os impactos imediatos se dão pelos dividendos da Petrobras, impostos sobre combustíveis e royalties de petróleo. Além destes, há propagação adicional via imposto de renda de empresas ligadas ao setor", afirma.

Já o efeito sobre as contas externas, via balança comercial, não é linear. "Embora os preços de importações e de exportação sejam altamente correlacionados com o preço internacional, efeitos sobre a quantidade variam de acordo com o preço. O preço de US$ 80 por barril leva a um incremento de US$ 11,0 bilhões na balança comercial e uma melhora do déficit em conta corrente de 0,4pp em porcentual do PIB", calcula.

Além disso, a balança comercial e a conta corrente brasileira se beneficiam de uma alta do petróleo, de modo que o real pode vir a performar melhor do que as demais moedas emergentes em um cenário de manutenção prolongada do risco geopolítico.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quanto aos juros, o Bradesco considera que em situações como essa, a política monetária não deve responder a choques primários. "A autoridade monetária busca combater os efeitos secundários desse choque. A inflação no Brasil deve se aproximar da meta nos próximos meses, apesar de alguma desancoragem das expectativas de longo prazo, e a banda do regime de metas serve justamente para acomodar choques como esse", afirma.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline