Economia

Bolsas de NY recuam, com baixo apetite por risco diante de conflito na Ucrânia

Da Redação ·

As bolsas de Nova York fecharam em baixa nesta terça-feira, 1º, pressionadas pelos temores de investidores acerca do conflito na Ucrânia, prestes a completar uma semana desde a invasão da Rússia. Preocupado com os impactos da guerra e de sanções aplicadas à Rússia à economia global, o mercado se afastou de ativos de risco, prejudicando índices acionários mundo afora.

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Em Wall Street, o Dow Jones fechou em queda de 1,76%, aos 33294,95 pontos, o S&P 500 perdeu 1,55%, a 4306,26 pontos, e o Nasdaq cedeu 1,59%, a 13532,46 pontos.

A Rússia continuou hoje com a agressão militar em território ucraniano, após seis dias da invasão. Moscou ordenou bombardeios à cidade de Kharkiv, na região leste da Ucrânia, próxima à fronteira com a Rússia, e atacou locais com trânsito de civis na capital Kiev. No Parlamento Europeu, houve sessão sobre a crise, com fortes críticas ao regime russo por autoridades da União Europeia e do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.

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Para a High Frequency Economics, um dos maiores riscos da crise da Ucrânia para o mercado financeiro americano vem do impacto da alta nos preços de energia à inflação nos EUA, que poderá ser visto nas "medições inflacionárias amplas e por meio dos canais de consumo".

Investidores também acompanharam comentários de dirigentes do Federal Reserve (Fed). Presidente da distrital de Atlanta, Raphael Bostic disse estar aberto a quatro altas de juro em 2022, se a inflação seguir em ritmo forte nos EUA. Já a chefe do Fed de Cleveland, Loretta Mester, ressaltou que a crise na Ucrânia eleva os riscos inflacionários.

Amanhã, o presidente do BC americano, Jerome Powell, participará de sessão no Congresso dos EUA. O evento pode dar sinais mais claros sobre a trajetória do juro e os impactos do conflito entre Rússia e Ucrânia, destaca a HFE.

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Entre os setores que sofrem maior pressão em meio ao cenário geopolítico, bancos como JPMorgan e Bank of America registraram baixas em torno de 4%. Petroleiras como a Chevron (+3,97%), por outro lado, avançaram diante da disparada nos preços do petróleo.

Por fim, indicadores da economia americana foram divulgados hoje, sob menor foco do mercado diante do noticiário no Leste Europeu. A IHS Markit e o Instituto para Gestão da Oferta (ISM, na sigla em inglês) divulgaram suas leituras para o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial dos EUA em fevereiro, ambos marcando altas, enquanto o Departamento do Comércio registrou avanço acima do esperado nos investimentos em construção entre dezembro e janeiro.