Economia

Bolsas de NY fecham sem sinal único, com teto da dívida e Fed no radar

Da Redação ·

As bolsas de Nova York fecharam sem sinal único nesta quarta-feira, recuperando-se, em parte, das fortes quedas ocorridas na sessão de terça-feira. A questão do teto da dívida nos Estados Unidos e uma possível falta de financiamento para o governo segue preocupando no país, com o tema ainda pendente no Senado.

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Além disso, as perspectivas para a redução de estímulos pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) continuam a ser levadas em conta, em semana marcada por uma série de declarações públicas de dirigentes da autoridade.

No fechamento, o Dow Jones subiu 0,26%, a 34.390,72 pontos, o S&P 500 ganhou 0,16%, a 4.359,46 pontos, e o Nasdaq teve baixa de 0,24%, a 14.512,44 pontos.

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Sobre o teto da dívida, o Escritório de Orçamento do Congresso (CBO, na sigla em inglês) dos EUA calculou que o governo americano ficará "sem caixa" para pagar suas obrigações entre o final de outubro e o começo de novembro se não houver uma suspensão.

Já a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, afirmou que a aprovação precisa passar pelo Congresso, e que não há um plano B no tema. Além disso, reforçou que a administração quer um evitar um shutdown, que são "custosos e danosos", sendo este o principal objetivo, mas indicou que o governo tentará "minimizá-lo se ocorrer".

Quanto ao Fed, o presidente da autoridade, Jerome Powell, reiterou nesta quarta-feira que a instituição está perto de atingir o "progresso substancial" necessário para o começo do chamado tapering, o processo de redução gradual das compras de ativos.

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Para a Capital Economics, um tapering no próximo ano ou depois não deverá pesar muito no mercado de ações dos EUA, que deverá ter pequenos ganhos nos próximos dois anos. Para a consultoria, outros fatores devem ter maior impacto nos papéis, como as revisões das estimativas de lucros e o potencial para aumento dos juros dos Treasuries.

O Nasdaq chegou a operar em alta, mas, ao longo da tarde, os rendimentos longos reduziram suas perdas, o que pesou para o índice a fechar em baixa.

Entre as principais quedas estiveram a Alphabet, que controla o Google, (-1,01%), e a Amazon (-0,45%). Por outro lado, entre as altas, a farmacêutica Merck avançou 2,36% em dia marcado pelo anúncio da eficácia de seu antiviral experimental contra variantes do novo coronavírus. Também do setor, a Eli Lilly avançou 3,94%.