Economia

Bolsas de NY fecham na maioria em baixa, em sessão volátil por tensão geopolítica

Da Redação ·

As bolsas de Nova York fecharam sem sinal único nesta segunda, 14, em uma sessão marcada pela volatilidade inspirada pelas preocupações com a tensão entre Ucrânia e Rússia. Ao longo do dia, relatos sobre uma potencial incursão militar tiveram impacto nos papéis, enquanto tratativas diplomáticas entre os principais líderes envolvidos foram observadas. Ao longo da semana, além das tensões geopolíticas, as atenções deverão seguir ainda o Federal Reserve (Fed), que terá a ata de sua última reunião de política monetária publicada na quarta-feira, 16.

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O índice Dow Jones fechou em queda de 0,49%, em 34.566,17 pontos, o S&P 500 recuou 0,38%, a 4.401,67 pontos, e o Nasdaq ficou estável, a 13.790,92 pontos.

Em mais uma sessão repleta de indicativos sobre os caminhos possíveis para o desenrolar da crise na Ucrânia, a interpretação de comentários do presidente do país, Volodimir Zelensky, teve alguns dos maiores impactos nos mercados. A principio, a divulgação de que o líder havia dito que uma invasão pela Rússia deveria ocorrer na próxima quarta-feira pressionou as ações. Por sua vez, sinalizações posteriores de que o presidente não havia sido literal deram algum fôlego aos mercados.

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Levando em conta o Fed, hoje presidente da distrital de St. Louis, James Bullard, afirmou que a credibilidade da autoridade monetária está em jogo, em meio à escalada da inflação. O dirigente repetiu que defende aumento em 100 pontos-base na taxa básica até 1º de julho. Para ele, esse processo pode ocorrer de maneira "organizada", sem provocar turbulências nos mercados. Neste cenário, o Goldman Sachs reviu sua expectativa para o nível do S&P 500 ao fim deste ano, de 5.100 a 4.900 pontos.

De qualquer forma, o banco continua a esperar alta em relação ao nível atual. O Goldman realizou o ajuste na expectativa após resultados de balanços do quarto trimestre. Além disso, lembra que seus economistas preveem sete elevações de juros pelo Fed ao longo de 2022, com o juro da T-note de 10 anos avançando a 2,25%.

Entre os destaques, a Boeing chegou a subir em dia que anunciou que atingiu mais de US$ 2 bilhões em vendas online de peças no ano passado, uma cifra recorde. Em comunicado, a empresa detalhou que vendeu quase 70 mil produtos a clientes comerciais e de governos em 2021, superando níveis anteriores ao da pandemia de covid-19. Por sua vez, as ações da companhia terminaram em queda de 1,06%.