Economia

Bolsas de NY fecham mistas, mas 2 índices têm recorde com aprovação de pacote

Da Redação ·

As bolsas de Nova York fecharam mistas nesta terça-feira, mas os índices Dow Jones e S&P 500 renovaram suas máximas históricas. A aprovação do pacote de infraestrutura de US$ 1,2 trilhão no Senado dos Estados Unidos contribuiu para o cenário de otimismo. Os setores com mais avanços nas bolsas americanas foram os de materiais, energia e finanças, enquanto ações de tecnologia recuaram, afetadas por uma alta nos juros dos Treasuries.

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No fechamento, o Dow Jones avançou 0,46%, aos 35.264,67 pontos, e o S&P 500 subiu 0,10%, aos 4.436,75 pontos. O Nasdaq, por sua vez, registrou queda de 0,49%, aos 14.788,09 pontos.

O S&P 500 operava volátil, mas se firmou em território positivo após a aprovação do pacote de infraestrutura bipartidário nos EUA. Foram 69 votos a favor e 30 contra. Dos US$ 1,2 trilhão propostos, cerca de US$ 550 bilhões são de novos gastos para investimentos em pontes, estradas, ferrovias e outras obras públicas.

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A Caterpillar, empresa multinacional que fabrica máquinas para a construção civil, avançou 2,48% nesta sessão.

Beneficiados pela alta no petróleo nesta terça, que se recuperou parcialmente das perdas dos últimos pregões, os papéis das petroleiras Chevron e ExxonMobil subiram 1,83% e 1,71%, respectivamente.

Os bancos também tiveram altas consideráveis. O Goldman Sachs registrou ganho de 2,02%, o Citigroup subiu 2,04%, o JPMorgan avançou 1,23% e o Bank of America, 1,87%.

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A Capital Economics avalia que o setor financeiro deve registrar uma alta ainda maior do que a já vista deste mês. A consultoria afirma que há uma "rotação" nas bolsas, já que os investidores buscam ações de empresas que se beneficiarão da retomada econômica. Entre novembro de 2020, quando foram noticiadas vacinas eficazes contra a covid-19, e meados de maio deste ano, os setores financeiro, de energia e construção foram os que apresentam um desempenho melhor, segundo a consultoria.

A alta em energia e materiais, porém, deve ser contida por uma nova queda no preço de commodities, avalia a Capital. "No petróleo, como reflexo da nossa visão de que a oferta vai se recuperar fortemente. Para metais industriais, é principalmente devido à nossa previsão de que a economia intensiva em metais da China continuará a desacelerar", diz o economista Oliver Allen.

Os papéis de tecnologia, no entanto, foram na contramão e garantiram um dos piores desempenhos setoriais deste pregão. Microsoft (-0,66%), Amazon (-0,63%) e Apple (-0,34%), por exemplo, registraram queda. O movimento ocorreu em um dia marcado pela alta nos juros dos Treasuries, que costuma pressionar os preços de papéis das chamadas "big techs".

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A Moderna, que havia registrado alta de mais de 17% na última sessão, teve queda de 5,72% nesta terça.

Mais cedo, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de St. Louis, James Bullard, afirmou que há progresso suficiente para que a autoridade monetária comece a redução de compras de ativos. A observação se baseou na força do relatório de empregos (payroll) de julho dos EUA, divulgado na última sexta-feira.

Na quarta, investidores devem monitorar o resultado do índice de preços ao consumidor (PCI, na sigla em inglês) de julho dos Estados Unidos. A expectativa é de que haja alta de 0,5% ante o mês anterior, conforme o Projeções Broadcast.