Economia

Bolsas de NY fecham mistas com pandemia e dados fracos ofuscando pacote fiscal

Da Redação ·

As bolsas de Nova York fecharam sem direção única nesta terça-feira, 22, em meio a persistentes preocupações a respeito da pandemia e indicadores macroeconômicos fracos. Investidores monitoraram ainda a aprovação do pacote fiscal de US$ 900 bilhões nos Estados Unidos, que aguarda assinatura do presidente americano, Donald Trump.

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O índice Dow Jones encerrou com perda de 0,67%, a 30.015,51 pontos. O S&P 500 caiu 0,21%, a 3.687,26 pontos. O Nasdaq avançou 0,51%, a 12.807,92 pontos. A ação da Walmart recuou 1,21%, após o Departamento de Justiça dos EUA abrir processo contra a empresa, acusada de vender medicamentos sem prescrição e alimentar a crise dos opioides.

Após meses de tensas negociações, o Congresso americano finalmente aprovou ontem um legislação de alívio econômico de cerca de US$ 900 bilhões, que inclui extensão do benefício de US$ 300 para desempregados e pagamentos de US$ 600 para a maioria dos cidadãos. Até o fechamento dos negócios em Wall Street, o texto ainda não havia sido sancionado por Trump.

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Segundo a Capital Economics, uma boa parte do pacote consiste em mobilização do dinheiro que já havia sido liberado em março, o que pode atenuar o impacto dos estímulos na economia. "Ainda assim, ele fornece mais uma razão para esperar que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) tenha recuperação no próximo ano, enquanto a vacina (para a covid-19) é distribuída", analisa a consultoria.

Embora muito aguardada pelos mercados, a legislação de alívio acabou ofuscada por temores quanto ao avanço do coronavírus. O Centro de Prevenção e Controles de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos EUA informou hoje que ainda não há evidências comprovadas de que a nova cepa do sars-cov-2 identificado no Reino Unido possa ser mais infecciosa que as anteriores. No entanto, o órgão alertou que é possível que a mutação já esteja em circulação no país.

Outro fator que contribuiu para alimentar a cautela foi a percepção de que a retomada da maior economia do planeta está em processo de desaceleração. O Conference Board revelou hoje que o índice de confiança do consumidor nos EUA caiu de 92,9 em novembro para 88,6 em dezembro, contrariando a previsão de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam alta a 97,5. Já as vendas de moradias usadas no país caíram 2,5% entre outubro e novembro, à taxa anual de 6,69 milhões de unidades, segundo a Associação Nacional das Corretoras (NAR, na sigla em inglês).