Economia

Bolsas de NY fecham em queda robusta, com tensão na Ucrânia e Fed no radar

Da Redação ·

Os mercados acionários de Nova York fecharam em queda robusta, nesta sexta-feira, 11, com os índices acentuando perdas após relatos de que o presidente russo, Vladimir Putin, já teria decidido invadir a Ucrânia. O mercado vinha ajustando posições ainda em reação ao salto do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, divulgado ontem, na expectativa pelo aperto monetário do Federal Reserve(Fed, o banco central americano).

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O índice Dow Jones fechou em queda de 1,43%, em 34.738,06 pontos, o S&P 500 recuou 1,90%, a 4.418,64 pontos, e o Nasdaq caiu 2,78%, a 13.791,15 pontos.

Em coletiva de imprensa, o conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Jake Sullivan, disse hoje que os riscos de uma invasão russa da Ucrânia são grandes o "suficiente" e que há informações de que Putin invadirá a Ucrânia antes do fim da Olimpíada de Inverno, que se encerra dia 20 de fevereiro.

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De acordo com Edward Moya, da Oanda, as ações americanas deveriam ter um período de calma esta tarde, com os rendimentos dos Treasuries caindo. No entanto, investidores rapidamente apertaram o "botão de venda" após os relatos da tensão na Ucrânia. "A reação imediata foi a alta dos preços da energia e uma fuga para a segurança, com os rendimentos do Treasuries caindo e as ações dos EUA em venda", destaca em relatório enviado à clientes.

Petroleiras tiveram os maiores ganhos hoje com os contratos do petróleo em alta no mercado futuro, após notícias da tensão na Ucrânia. Chevron subiu 2,04%, ExxonMobil teve alta de 2,52% e Occidental Petroleum, de 5,65%. Por outro lado, expectativas de juros mais altos pressionam especialmente o setor de tecnologia. Papéis da Amazon (-3,59%), Alphabet (-3,13%), Tesla (-4,93%) e Intel (-2,52%) caíram.

Além da tensão geopolítica, o mercado segue aguardando mais sinalizações do Fed. Após CPI, o Goldman Sachs decidiu aumentar a previsão de altas de juros de cinco para sete elevações consecutivas de 25 pontos-base ao longo deste ano. Já o HSBC revisou suas projeções e,agora, espera que o Fed aumente a taxa básica de juros em 50 pontos-base em março. A ferramenta do CME Group mostra que, de ontem para hoje, a probabilidade de alta de 50 pontos-base pelo Fed na reunião de política monetária de março baixou de 93,8% para 48,2%, de forma que as apostas de aumento de 25 pontos-base voltaram a ser majoritárias.