Economia

Bolsas de NY fecham em queda, com tensões geopolíticas no radar

Da Redação ·

Os mercados acionários de Nova York registraram quedas nesta sexta-feira, 18. A tensão geopolítica influenciou e foi importante também para o recuo semanal visto nos índices, enquanto nesta sexta-feira também algumas ações importantes ficaram sob pressão.

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O índice Dow Jones fechou em baixa de 0,68%, em 34.079,18 pontos, o S&P 500 recuou 0,72%, a 4.348,87 pontos, e o Nasdaq caiu 1,23%, a 13.548,07 pontos. Na comparação semanal, o Dow Jones teve baixa de 1,90%, o S&P 500 registrou queda de 1,58% e o Nasdaq, de 1,76%.

O governo americano voltou a dizer que um ataque da Rússia à Ucrânia pode ocorrer "nos próximos dias", segundo a porta-voz da Casa Branca, embora também continue a afirmar que a via diplomática segue como uma alternativa. Os EUA têm ameaçado com um pacote duro de sanções, caso a ação militar russa se concretize. O secretário de Estado americano, Antony Blinken, disse que, ao contrário do anunciado nesta semana por Moscou, não houve retirada de soldados russos da zona fronteiriça, mas sim um reforço na tropa. Já o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que a pressão com a ameaça de sanções internacionais é algo "ilegal" e viola a lei internacional.

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No setor corporativo, Nvidia fechou em queda de 3,53%, após balanço da empresa que apontou problemas nas cadeias de fornecimento. Tesla teve baixa de 2,21%, com as regulamentações sobre a empresa no radar, e Intel teve baixa de 5,32%, após informar planos e analistas e ter o preço-alvo da ação cortado por alguns deles, como Barclays e BMO Capital. Boeing recuou 2,13%, pesando sobre o Dow Jones. Houve quedas em quase todos os setores, com o de tecnologia sendo o mais penalizado, com Apple em baixa de 0,94% e Microsoft, de 0,96%.

A perspectiva de aperto monetário também tende a pressionar as ações. Hoje, a diretora Lael Brainard previu o início de um ciclo de altas de juros em março. O presidente do Fed de Nova York, John Williams, considerou que será "apropriado" elevar os juros em março, mas falou contra uma elevação inicial grande.