Economia

Bolsas de NY fecham em forte baixa, com varejistas, lockdown na China e Fed

Gabriel Bueno da Costa (via Agência Estado) ·
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Os mercados acionários de Nova York tiveram queda forte, nesta quarta-feira. O dia já começou em tom negativo, após ganhos no pregão anterior, e piorou em meio a sinais ruins nas perspectivas de varejistas dos Estados Unidos. Além disso, novas notícias sobre lockdowns para conter o covid-19 na China contribuíram para a fuga do risco das ações entre investidores, que também seguem atentos à perspectiva de aperto monetário pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).

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O índice Dow Jones fechou em baixa de 3,57%, em 31.490,07 pontos, o S&P 500 caiu 4,04%, a 3.923,68 pontos, e o Nasdaq recuou 4,73%, a 11.418,15 pontos.

O Dow Jones teve a maior queda porcentual diária desde junho de 2020, segundo a imprensa norte-americana.

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Houve mínimas no dia ainda pela manhã, em meio aos relatos de lockdown na China, na metrópole de Tianjin. A Eurasia já alertava em relatório a clientes que surtos em regiões importantes do país pesariam no desempenho econômico local, citando Tianjing como um dos focos de surtos recentes da doença.

Além disso, sinais de fraqueza de varejistas dos EUA foram vistos como prenúncio negativo para a economia em geral. Entre ações em foco, Target recuou 24,87% e Walmart, 6,84%, após as duas varejistas publicarem balanços que decepcionaram investidores. Walmart disse que suas margens são pressionadas por preços mais altos de alimentos e outros avanços da inflação, enquanto Target teve lucro líquido inferior ao previsto, entre outros sinais vistos como negativos no balanço. Papéis ligados ao consumo em geral foram penalizados, como Costco (-12,45%), com esse setor liderando perdas.

Entre outras ações importantes, Apple recuou 5,64%, Amazon recuou 7,16% e Microsoft, 4,55%. Alphabet teve perda de 3,93% e, entre os bancos, Citigroup cedeu 3,39% e Bank of America, 3,08%. Boeing fechou em baixa de 4,95%, colaborando para pressionar o Dow Jones. Em jornada de baixa para o petróleo, Chevron caiu 2,64% e ExxonMobil, 1,59%.

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Tesla registrou baixa de 6,80%, após o papel ter sido retirado do índice S&P 500 ESG por falta de uma estratégia de baixo carbono detalhada.

A Capital Economics previa que o índice S&P 500 deve recuar ainda mais. Em relatório, a consultoria aponta que o Fed manterá o aperto, para conter a inflação elevada, o que para ela levará o índice a 3.750 pontos até meados do próximo ano.