Economia

Bolsas de NY fecham em baixa, com sinais de desaceleração e balanços nos EUA

Da Redação ·

As bolsas de Nova York fecharam em queda moderada nesta terça-feira, 12, com investidores preocupados com sinais de desaceleração da economia dos Estados Unidos, e de olho em riscos oferecidos pela trajetória de alta inflacionárias do país, no dia anterior à divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de setembro. Agora, Wall Street voltará seu foco à temporada de balanços corporativos, que começa amanhã com os resultados trimestrais de grandes bancos americanos.

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O índice Dow Jones fechou em baixa de 0,34%, aos 34.378,34 pontos, o S&P 500 recuou 0,24%, aos 4.350,65 pontos, e o Nasdaq acumulou perda de 0,14%, aos 14.465,92 pontos.

Entre os sinais de desaceleração da recuperação econômica nos EUA, o relatório de empregos Jolts registrou queda a 10,4 milhões na abertura de postos de trabalho em agosto, o primeiro recuo do indicador em quase um ano, segundo destaca o analista da Oanda Edward Moya, em relatório enviado a clientes.

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Além disso, o Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para baixo a sua previsão de crescimento da atividade dos EUA em 2021, de alta de 7% a avanço de 6%. A entidade multilateral, no entanto, elevou a projeção de crescimento para 2022 nos EUA, de 4,9% a 5,2%.

Operadores também observaram comentários de dirigentes do Federal Reserve (Fed) sobre a trajetória inflacionária do país. Entre eles, o vice-presidente da instituição, Richard Clarida, afirmou que os riscos para os níveis de preços estão apontados para o alto, enquanto o presidente da distrital de Atlanta, Raphael Bostic, admitiu que os gargalos na oferta podem alterar o cenário, caso provoquem aumento sustentado nas expectativas inflacionárias.

Segundo o Fed de NY, as expectativas de inflação dos consumidores atingiram seu maior nível desde 2013, quando a distrital começou a realizar pesquisa sobre o tema. Amanhã, o Departamento do trabalho divulga o CPI americano de setembro, que deve subir 0,3% em relação a agosto, segundo mediana das estimativas de analistas consultados pelo Projeções Broadcast.

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Wall Street ainda ficou à espera da temporada de balanços corporativos nos EUA, que começará amanhã com os resultados de algumas das principais instituições financeiras do país, como JPMorgan e BlackRock.

"Investidores se abstiveram de qualquer posicionamento definitivo antes do relatório de inflação de setembro, do início oficial da temporada de balanços e da votação do limite do teto da dívida na Câmara dos Representantes", segundo Moya. A Casa pode aprovar o aumento do teto acordado no Senado já na noite desta terça-feira.