Economia

Bolsas de NY fecham em baixa, com riscos à economia em foco

Gabriel Bueno da Costa (via Agência Estado) ·
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Os mercados acionários de Nova York registraram queda, nesta quarta-feira. Investidores estiveram atentos a riscos à economia, tanto dos Estados Unidos quanto global, o que tende a pressionar as ações. Desse modo, o sinal vermelho prevaleceu entre os setores, com os ganhos em energia como exceção, diante da alta do petróleo.

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O índice Dow Jones fechou em baixa de 0,81%, em 32.910,90 pontos, o S&P 500 recuou 1,08%, a 4.115,77 pontos, e o Nasdaq teve queda de 0,73%, a 12.086,27 pontos.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revisou em baixa sua projeção para o crescimento da economia mundial em 2022, de 4,5%, a 3,0%, além de alertar para o preço global com a guerra da Rússia na Ucrânia.

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Nos EUA, há expectativa de elevações de juros para conter a forte inflação, o que também pressiona a atividade. A secretária do Tesouro americano, Janet Yellen, voltou a destacar a preocupação com a alta dos preços e garantiu que o governo Joe Biden atua para responder ao quadro.

Na próxima semana, a aposta quase unânime do mercado é que haverá alta de 50 pontos-base nos juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), diante da trajetória dos preços. Vice-diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Gita Gopinath disse que o Fed terá um "verdadeiro desafio" de trazer inflação à meta sem turbulências nem recessão.

A S&P Global elevou projeção para a alta do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no segundo trimestre, de 1,9% a 2,4%, e também para todo o ano atual (de 2,4% a 2,5%). Ela prevê, porém, aumento no desemprego adiante, com o aperto monetário para conter a inflação.

Entre ações de peso, nesta quarta-feira Boeing recuou 0,85%, Apple caiu 0,50% e Amazon teve baixa de 1,48%. Alphabet subiu 0,04% e Microsoft registrou queda de 0,77%. No setor bancário, Citigroup fechou em baixa de 1,32% e JPMorgan, de 1,59%, enquanto Goldman Sachs caiu 2,12%.