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Bolsas de NY fecham em baixa com continuidade da aversão a risco após Fed

Escrito por Da Redação
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As bolsas de Nova York fecharam o pregão desta quinta-feira em baixa, em meio à continuidade da aversão ao risco no mercado após a decisão de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Embora o BC americano tenha sinalizado que não haverá alta nas taxas antes de 2024, a avaliação é de que o Fed decepcionou ao não anunciar novos estímulos. Também ficaram no radar indicadores econômicos nos Estados Unidos e as negociações entre republicanos e democratas por um novo pacote de estímulos.

O índice Dow Jones recuou 0,47%, a 27.901,98 pontos, o S&P 500 caiu 0,84%, a 3.357,01 pontos, e o Nasdaq cedeu 1,27%, a 10.910,28 pontos, depois de ter operado em baixa de mais de 2% durante o pregão.

As ações da Apple recuaram 1,60%, as do Facebook cederam 3,30% e as da Microsoft caíram 1,04%. No setor financeiro, Wells Fargo registrou baixa de 2,33% e Morgan Stanley, de 1,76%.

"Os mercados receberam um Fed dovish, mas pareciam querer mais, o que está diminuindo o entusiasmo dos investidores", afirmam analistas da corretora americana LPL Financial.

O banco canadense BMO Capital Markets lembra que essa foi a terceira reunião consecutiva do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) que foi seguida por aversão a risco nos mercados. "os participantes do mercado aparentemente voltaram a se concentrar na caracterização cautelosa da recuperação econômica pelo Fed", diz o BMO.

Ao afirmar na quarta que o ritmo da recuperação econômica nos EUA deve diminuir, o presidente do Fed, Jerome Powell, enfatizou a necessidade de mais estímulos fiscais.

Nesta quinta-feira, o diretor do Conselho Econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, afirmou que um pacote de US$ 1,5 trilhão está "na faixa de possibilidade". Os analistas do BMO, entretanto, não acreditam que um acordo entre republicanos e democratas seja iminente.

Entre os indicadores divulgados nesta quinta, os pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA caíram 33 mil, a 860 mil, mas as construções de moradias iniciadas diminuíram 5,1% na comparação com julho. Economista-chefe do MUFG Union Bank, Chris Hupkey alerta que a economia americana parece estar "presa em um limbo e incapaz de ganhar força".

Contato: iander.porcella@estadao.com

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