Economia

Bolsas de NY fecham em alta, recuperando parte das perdas, acompanhando Fed

Da Redação ·

As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta quinta-feira, em uma sessão volátil, na qual os papéis recuperaram parte das perdas da quarta-feira ainda intensamente impactados pela postura do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). A influência da inflação segue sendo observado no país, em especial com os desdobramentos da guerra na Ucrânia. Na próxima semana, o começo da temporada de balanços deverá apresentar maiores indicativos dos efeitos para as empresas.

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O índice Dow Jones fechou em alta de 0,25%, em 34.583,57 pontos, o S&P 500 avançou 0,43%, a 4.500,21 pontos, e o Nasdaq subiu 0,06%, a 13.897,30 pontos.

Na avaliação de Edward Moya, analista da Oanda, as ações chegaram a cair conforme cresciam os temores de que o Fed possa ter que ser muito mais agressivo na política de aperto nas próximas reuniões. "A inflação está subindo e isso deixa os investidores nervosos", aponta. Os problemas das cadeias de suprimentos ainda podem piorar, pois o transporte de mercadorias em contêineres da Ásia para os EUA pode sofrer mais atrasos devido aos lockdowns na China, lembra.

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Ao longo da tarde, o presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, afirmou que a autoridade deve ter normalização monetária ao final de 2022 ou no máximo até o começo do próximo ano.

O dirigente se disse otimista de que o Fed não terá ir além de ponto neutro para conter a inflação no país.

Já o presidente da distrital de Atlanta, Raphael Bostic, também reforçou a necessidade da normalização, mas indicou cautela, com fatores como a pandemia e a guerra da Ucrânia precisando ser levados em conta.

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De olho no cenário dos juros, e abrindo a temporada de balanços na próxima semana, as ações dos principais bancos recuaram. Goldman Sachs (-0,66%), Bank of America (-0,78%), JP Morgan (-0,35%) recuaram.

Já as ações da Pfizer avançaram 4,33%, em dia marcado pelo anúncio da empresa de que irá comprar a companhia ReViral por cerca de US$ 525 milhões, buscando acesso aos tratamentos da empresa para patologias envolvendo vírus respiratórios.