Economia

Bolsas de NY fecham em alta, com dados positivos e balanços no radar

Letícia Simionato (via Agência Estado) ·
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Os mercados acionários de Nova York subiram nesta sexta-feira, 15, após uma sequência de dados positivos da economia americana atenuarem as preocupações com uma possível recessão. Além disso, o mercado segue monitorando os resultados de grandes empresas.

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O índice Dow Jones fechou em alta de 2,15%, em 31.288,26 pontos, o S&P 500 subiu 1,92%, a 3.863,16 pontos, e o Nasdaq subiu 1,79%, a 11.452,42 pontos. No entanto, na semana,houve queda de 0,16%, 0,93% e 1,57%, respectivamente.

Os dados de vendas no varejo dos Estados Unidos e do índice industrial Empire State surpreenderam positivamente ao virem acima da expectativa do mercado. O primeiro subiu 1,0% em junho ante maio, para US$ 680,6 bilhões, acima da expectativa de alta de 0,9% no período. Para a Capital Economics, os dados fornecem mais garantias de que a economia não está mergulhando em recessão. Já o segundo, que mede as condições da manufatura no Estado de Nova York, subiu de -1,2 em junho para 11,1 em julho, acima do esperado.

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O mercado também acompanhou a divulgação do índice de sentimento ao consumidor da Universidade de Michigan, que subiu de 50 a 51,1 entre junho e julho, superando a expectativa de analistas, que esperavam estabilidade do dado. De acordo com o economista da Oanda, Edward Moya, as ações dos EUA subiram à medida que os investidores ficam otimistas de que estão surgindo sinais de que a inflação está desacelerando, os gastos do consumidor continuam saudáveis e houve um segundo dia de balanços melhor. "Ainda existe uma boa chance de vermos as ações fazerem novas baixas, mas agora parece ser a hora de alguns traders testarem as águas", destacou. "O Fed ficou especialmente satisfeito ao ver as expectativas de inflação da Universidade de Michigan caírem", completou.

O Fed de Atlanta informou hoje que seu modelo "GDPNow" para o crescimento dos Estados Unidos passou a prever contração de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos no segundo semestre. Na semana passada, o recuo previsto estava em 1,2%. Para o presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, subir os juros "muito dramaticamente" pode minar a tendência positiva da economia dos EUA por conta de um alto grau de incerteza. Já a dirigente de São Francisco, Mary Daly, destacou que o BC americano não está preocupado em exagerar no processo de aperto monetário nos EUA, uma vez que a economia dos EUA continua "forte" e a chance de que ocorra uma recessão "não é alta", na sua visão.

Ações de Wells Fargo (+6,17%), Citi (+13,23%) e BlackRock (1,99%) foram destaques, após os três divulgarem seus balanços corporativos.