Economia

Bolsas de NY caem mais de 2%, com aversão a risco gerada por nova cepa

Da Redação ·
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As bolsas de Nova York fecharam em forte queda nesta sexta-feira, 26, um dia após o feriado do Dia de Ação de Graças, em uma sessão marcada pela aversão a risco. A cautela foi gerada pela nova cepa do coronavírus identificada na África do Sul. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a omicron como "variante de preocupação" e ressaltou suas diversas mutações, o que gerou incertezas sobre a recuperação da economia global. Após o fechamento dos mercados, que ocorreu mais cedo hoje, a Casa Branca anunciou restrições de viagens da região sul da África.

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Nesse contexto, o índice acionário Dow Jones encerrou o pregão em baixa de 2,53%, a 34.899,34 pontos, maior perda diária desde outubro de 2020, o S&P 500 caiu 2,27%, a 4.594,62 pontos, e o Nasdaq teve queda de 2,23%%, a 15.491,66 pontos.

De acordo com a CIBC Economics, a nova variante levantou preocupações de que possa romper a imunidade proporcionada pelas vacinas. Para a Capital Economics, a reação nos mercados de ações seguiu um manual agora conhecido. "Qualitativamente, o padrão tem sido semelhante ao observado no início de 2020, quando o vírus começou a se espalhar rapidamente", afirma a consultoria.

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A Capital destaca que a fraqueza do mercado acionário hoje se concentrou em empresas de setores diretamente vulneráveis a restrições de mobilidade, como viagens e lazer, e de setores sensíveis ao estado geral da economia, como bancos e energia. "Em comparação, os cuidados de saúde, tecnologia e telecomunicações declinaram apenas ligeiramente", afirma a consultoria.

No S&P 500, os subíndices de energia (-4,04%) e financeiro (-3,27%) lideraram as quedas. As ações da petroleira Chevron cederam 2,29% e as do Bank of America caíram 3,93%. Os papéis da companhia aérea American Airlines recuavam 8,79% e os da operadora de cruzeiros Royal Caribbean, 13,22%. Boeing teve perda de 5,41%, mas as farmacêuticas Moderna e Pfizer subiram 20,57% e 6,11%, respectivamente.

Na visão do analista Nigel Green, do Grupo deVere, a nova variante afetará temporariamente os mercados financeiros, mas as preocupações serão rapidamente ignoradas pelos investidores. "As ações globais saltaram 16% este ano, com os investidores se concentrando na recuperação econômica pós-pandemia. Eles praticamente ignoraram a variante delta, que causou uma pequena onda de nervosismo no mercado no verão do hemisfério norte", afirma.

Nos Estados Unidos, a Black Friday foi ofuscada hoje pela nova variante. Embora a alta da inflação seja um fator negativo para os consumidores americanos, havia uma elevada expectativa de que eles poderiam ir às compras para aproveitar as promoções.