Economia

Bolsas de Nova York fecham em alta, após pregão volátil

Da Redação ·

As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta sexta-feira. O resultado positivo da farmacêutica Merck sobre um medicamento para covid-19 animou os investidores. Nos EUA, foi divulgada uma série de dados e, ao longo da sessão, diversos dirigentes do Federal Reserve se pronunciaram.

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No fechamento, o índice Dow Jones subiu 1,43%, a 34.326,46 pontos, o S&P 500 avançou 1,15%, a 4.357,04, e o Nasdaq registrou alta de 0,82%, a 14.566,70. Na semana, o recuo dos índices foi de 1,36%, 2,21% e 3,20%, respectivamente.

Nesta sexta, a Merck divulgou ter desenvolvido um medicamento para a covid-19 que reduz em 50% o risco de hospitalização ou morte, segundo um estudo. A farmacêutica informou que seu antiviral experimental, conhecido como molnupiravir, também funciona contra as variantes do vírus. Mesmo com a aprovação pendente da Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, a Anvisa americana), a ação da companhia subiu 8,37%.

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A notícia alegrou os mercados, com os subsetores do S&P 500, com exceção dos serviços básicos, tendo fechado no positivo. Os papéis de companhias aéreas, como United Continental (+7,93%), American Airlines (+5,51%) e Delta Air Lines (+6,50%) dispararam. As ações de energia também avançaram, com Chevron (+2,84%) e ExxonMobil (+3,59%) em alta, em dia de ganhos para o petróleo.

Ainda nesta sexta, os presidentes do Fed de Filadélfia, Patrick Harker, e de Minneapolis, Neel Kashkari, defenderam que o início do tapering, processo de redução de compra de ativos, se dê "em breve". Quanto à elevação da taxa básica de juros, o primeiro espera que ocorra em 2022 e o segundo, apenas em 2024. Na distrital de Cleveland, a presidente Loretta Mester apoiou que o anúncio do tapering se dê em novembro e disse que, em sua visão, a inflação americana deve ficar acima de 2% em 2022 e em 2023.

Pela manhã, os investidores acompanharam a divulgação de diversos indicadores dos EUA. Entre eles, o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) - medida de inflação preferida do Fed -, que subiu 0,4% em agosto ante julho. O núcleo do PCE, por sua vez, avançou 0,3%, acima da previsão de 0,2%.

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Já o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial dos EUA caiu ao menor nível em cinco meses, informou a IHS Markit. O dado de sentimento do consumidor ficou acima da expectativa, enquanto os investimentos em construção ficaram estáveis - quando a previsão era de alta.

Na análise de Edward Moya, da Oanda, os dados desta sexta não mudam a perspectiva para a economia americana no curto prazo. No entanto, o índice de atividade industrial, medido pelo ISM - que avançou, na contramão da previsão de queda por analistas - demonstra que a demanda empresarial permanece saudável, avalia. Ainda assim, o indicador sinaliza que o problema de gargalos na oferta permanece. As pressões sobre os preços devem continuar no foco, diz Moya.

Na semana, porém, os índices de Wall Street acumularam perdas, com incertezas persistentes sobre o teto da dívida americana e noticiário misto quanto à Evergrande.