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Bolsas da Europa sobem com Biden perto da vitória, estímulo do BoE e balanços

Escrito por Da Redação
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Os mercados acionários europeus têm ganhos na manhã desta quinta-feira, 5, em meio às expectativas de que a corrida para a Casa Branca possa estar mais perto do fim, com o democrata Joe Biden flertando com a vitória, e uma eventual judicialização das eleições sem força para conter o apetite por risco. O anúncio de mais estímulos por parte do Banco da Inglaterra (BoE, pela sigla em inglês) diante do avanço da covid-19 e a safra de lucros do terceiro trimestre ajudam no movimento de recuperação.

Às 7h10 (de Brasília), o Stoxx-600 tinha alta de 0,78%, aos 366,14 pontos. Impulsionado pela expectativa em torno das eleições nos EUA, o índice pan-europeu está próximo de retomar o patamar visto há duas semanas.

A disputa pela Casa Branca segue indefinida, com os investidores ao redor do mundo monitorando a contagem dos votos e o risco de judicialização - ainda que sem muito alarde, mas Biden está mais próximo de vencê-la. Nos últimos desdobramentos, o democrata levou Michigan e Wisconsin, onde até tinta de impressora faltou, e ampliou a diferença frente ao presidente Donald Trump enquanto os republicanos recorreram a medidas legais para pausar a apuração em Estados-chave.

Já no front europeu, o Banco da Inglaterra (BoE, pela sigla em inglês) manteve sua taxa básica de juros em 0,10%, mas ampliou seus estímulos diante de perspectivas negativas para a economia em meio ao ressurgimento da covid-19. Nesse sentido, ampliou seu programa de relaxamento quantitativo (QE) em 150 bilhões de libras, surpreendendo analistas, que previam um aumento de até 120 bilhões de libras.

Apesar da forte dose de QE, para o holandês ING, o mais importante é que o BoE não deu novos sinais de taxas de juros negativas. "A verdadeira questão que os mercados querem respondida é se haverá uma mudança para taxas de juros negativas em 2021", diz o economista do ING, James Smith.

Além do BoE, também é esperada a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o BC americano) em um dia determinante para as eleições nos Estados Unidos.

De volta à Europa, enquanto a disputa pela Casa Branca deixa as preocupações com o ressurgimento da pandemia em segundo plano, dados econômicos dão mais cor para que os mercados tracem previsões para os próximos trimestres. O destaque de hoje foram as encomendas à indústria da Alemanha, que subiram 0,5% em setembro ante agosto, o quinto mês consecutivo de recuperação, segundo dados com ajustes sazonais divulgados pela agência de estatísticas do país, a Destatis.

Nova leva de resultados do terceiro trimestre também pauta os mercados acionários na manhã de hoje. O lucro da gigante farmacêutica britânica AstraZeneca, na fase final de testes para uma vacina contra a covid-19, mais que dobrou no período, a US$ 648 milhões, ante um ano. Na outra ponta, os papéis do banco alemão Commerzbank amargavam queda de 5,9% após prejuízo no terceiro trimestre, enquanto os do francês Société Générale subiam cerca de 3,4%.

Em Londres, o índice FTSE 100, tinha alta de 0,53% em Londres, e o DAX, de Frankfurt, apresentava elevação de 1,20%, também às 7h10 (de Brasília). O CAC 40, de Paris, avançava 1,01%, o FTSE MIB, de Milão, subia 1,78%, e o IBEX 35, de Madri, 1,19%. Na bolsa de Lisboa, o PSI 20 registrava valorização de x0,64%.

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