Economia

Bolsas da Europa fecham na maioria em alta, com impulso parcial do petróleo

Da Redação ·

As bolsas da Europa fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira, 25, em um movimento de recuperação parcial das perdas registradas recentemente. Investidores seguem monitorando questões geopolíticas na Ucrânia e se preparam para decisão monetária do Federal Reserve (Fed), o banco central da maior economia do mundo, a ser divulgada amanhã. A alta nos preços do petróleo ajudou a impulsionar os negócios.

continua após publicidade

O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou a sessão com ganho de 0,71%, a 459,59 pontos.

Apesar dos avanços de hoje, os principais índices europeus ainda apresentam recuos significativos em relação a última sexta-feira. O FTSE 100, em Londres, fechou com alta de 1,02%, a 7.371,46 pontos. O avanço dos preços de petróleo sustentou os papéis do setor no mercado britânico, com Royal Dutch Shell (+3,67%) e BP (+4,27%) em destaque.

continua após publicidade

Analista do CMC Markets, Michael Hewson afirma que o progresso do mercado acionário europeu tem sido difícil em meio às notícias de um potencial conflito com a Rússia, com os Estados Unidos preparando 8,5 mil militares para apoio à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) próximo à Ucrânia. Na avaliação do analista, os mercados do Velho Continente parecem estar encarando a situação com maior calma do que os americanos.

Ainda em Londres, a ação da Unilever recuou 0,19% nesta sessão. De acordo com a Associated Press, a companhia pretende demitir 1,5 mil funcionários como parte de sua reestruturação. No mundo, a empresa conta com cerca de 149 mil empregados.

Em Frankfurt, o índice DAX subiu 0,75%, a 15.123,87 pontos. Por lá, repercutiu o inesperado avanço do índice de sentimento das empresas da Alemanha em janeiro, de acordo com o Instituto IFO.

continua após publicidade

O índice CAC 40, referência em Paris, avançou 0,74%, a 6.837,96 pontos. Os bancos se destacaram no índice francês, com BNP Paribas (+3,26%), Société Générale (+3,15%) e Crédit Agricole (+1,65%) entre os principais ganhos.

Já em relação ao Banco Central Europeu (BCE), o economista-chefe e membro do conselho, Philip Lane, disse, em entrevista, que o banco terá que reagir caso a inflação fique acima de 2% por "algum tempo". Em relatório, o Deutsche Bank prevê que a primeira alta de juros básicos pelo BCE virá antes e será maior do que o antecipado. Paralelamente, operadores ao redior do globo se posicionam para a decisão monetária do Fed, nesta quarta-feira.

Em Milão, o FTSE MIB subiu 0,22%, a 26.028,89 pontos, e em Madri, o IBEX 35 avançou 0,73%, a 8.479,50 pontos, de acordo com dados preliminares. Já em Lisboa, o PSI 20 recuou 0,38%, a 5.408,58 pontos.