Economia

Bolsas da Europa fecham em baixa e encerram pior trimestre desde 2020

Gabriel Bueno da Costa (via Agência Estado) ·
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Os mercados acionários da Europa registraram quedas nesta quinta-feira, 30, em meio aos temores de recessão global, em quadro de aperto monetário por vários bancos centrais globais, inclusive no continente. Nesse contexto, em meio a indicadores mistos no dia, o quadro negativo prevaleceu, com ações do setor de energia sob pressão diante da queda do petróleo.

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O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em baixa de 1,50%, em 407,20 pontos. Ao longo do segundo trimestre, ele caiu 10,67%, seu pior trimestre desde 2020. Até agora em 2022, o Stoxx 600 recua 16,52%.

O BC da Suécia elevou nesta quinta sua taxa básica de juros em 50 pontos-base, a 0,75%, seguindo decisões recentes semelhantes de Noruega e Suíça.

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Segundo a Capital Economics, o Riksbank sinalizou nesta quinta que realizará um aperto monetário mais rápido, ao longo dos próximos seis a nove meses, e acelerará os esforços para reduzir seu balanço. Para o ING, por sua vez, é provável que o BC sueco realize uma alta de juros da mesma magnitude desta quinta em sua próxima reunião, em setembro.

Na agenda de indicadores do dia, a taxa de desemprego da zona do euro recuou de 6,7% em abril a 6,6% em maio, ante previsão de 6,8% dos analistas. No Reino Unido, revisão final mostrou que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,8% no primeiro trimestre ante o anterior. Já na Alemanha, as vendas no varejo cresceram 0,6% em maio ante abril.

O Credit Suisse diz esperar que os EUA e a Europa evitem recessão nos próximos seis a nove meses, mas avalia que o crescimento baixo torna a economia global mais vulnerável a novos choques. Para o banco, outro grande aumento nos preços de energia é um risco importante. O Credit vê ainda a Europa como em maior risco e diz que um corte de mais 30% nas entregas de gás na Alemanha, com consequente racionamento, levaria a zona do euro à recessão. O banco diz também que o Banco Central Europeu (BCE) deve prover novas medidas de política para gerir estresses no mercado de dívida.

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Na Bolsa de Londres, o índice FTSE 100 fechou em baixa de 1,96%, em 7.169,28 pontos. A ação da petroleira BP recuou 2,36%, enquanto entre os bancos Barclays cedeu 2,32% e Lloyds, 1,63%.

Em Frankfurt, o índice DAX caiu 1,69%, a 12.783,77 pontos. Entre os papéis mais negociados, Deutsche Bank registrou baixa de 2,95%, TUI de 3,68% e E.ON, de 4,30%.

Na Bolsa de Paris, o índice CAC 40 recuou 1,80%, a 5.922,86 pontos. No setor de energia, TotalEnergies caiu 1,16%.

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O índice FTSE MIB, da Bolsa de Milão, registrou queda de 2,47%, a 21.293,86 pontos. Intesa Sanpaolo foi o papel mais negociado, em baixa de 5,12%, enquanto Eni recuou 2,36%.

Em Madri, o índice Ibex 35 caiu 1,09%, a 8.098,70 pontos, com a ação do Santander em baixa de 1,75%.

Na Bolsa de Lisboa, o índice PSI 20 recuou 1,42%, a 6.044,64 pontos.