Bolsas da Europa fecham em baixa, com renovadas tensões no Oriente Médio, mas petroleiras sobem
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As bolsas da Europa fecharam em baixa nesta terça-feira, 17, retomando os temores da última semana em razão do conflito entre Irã e Israel. Os potenciais impactos no preço do barril de petróleo ampliam a cautela nos mercados, com investidores com receio de renovados impulsos inflacionários pelas cotações mais altas da commodity.
Após sinalizações de que Teerã não buscaria intensificar o conflito, novos ataques e declarações de autoridades renovaram a percepção de que a guerra poderá ter uma escala ampliada. Como vem ocorrendo, empresas de turismo estiveram entre as mais penalizadas, enquanto as de energia ganharam impulso.
O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em baixa de 0,85%, a 542,26 pontos.
O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu na segunda-feira que os iranianos evacuassem Teerã e deixou a reunião de cúpula do G7 no Canadá antes do previsto, mas esclareceu posteriormente que a decisão "não teve nada a ver" com negociar um cessar-fogo entre Israel e Irã.
O TS Securities aponta que o foco permanece na ilha de Kharg - 96% das exportações de petróleo bruto iraniano - e no Estreito de Ormuz no cenário mais catastrófico, que conta com 34% dos fluxos globais de petróleo transoceânico. Com o foco em riscos geopolíticos, ficou em segundo plano um levantamento da Alemanha mostrando que o índice ZEW de expectativas econômica subiu bem mais do que o esperado em junho.
Em Londres, as petrolíferas BP e Shell subiram 2,01% e 1,37%, respectivamente, onde o FTSE 100 caiu 0,46%, a 8.834,03 pontos. Em Paris, a Total subiu 1,81% e o CAC 40 recuou 0,76%, a 7.683,73 pontos. Por outro lado, a aérea Lufthansa teve queda de 2,63% em Frankfurt, onde o DAX cedeu 1,03%, a 23.455,47 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB caiu 1,36%, a 39.387,22 pontos. Em Madri, o Ibex35 recuou 1,41%, a 13.911,70 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 teve queda de 1,31%, a 7.447,30 pontos.
Enquanto isso, o BBH aponta que autoridades do Banco Central Europeu (BCE) estão parecendo mais confiantes.
O dirigente do BCE Yannis Stournaras disse nesta terça que "parece que atingimos uma inflação de 2%, taxas de juros de 2%, então a taxa real do banco central é zero. Estamos em um primeiro ponto de equilíbrio". No entanto, ele acrescentou que "não sabemos se esse equilíbrio será mantido. Se a economia europeia enfraquecer ainda mais, se a inflação cair ainda mais, abaixo da meta - algo que não queremos - então podemos prosseguir com novos cortes de juros, mas dependemos dos dados, reunião por reunião. Há tanta incerteza que não é possível dizer com antecedência se terminamos ou não".
O mercado vê menos de 10% de chances de um corte na próxima reunião em 24 de julho. Olhando para o futuro, mais um corte de 25 pontos-base está precificado para este ciclo, conclui o banco.
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