Economia

Bolsas da Europa fecham em baixa, com mau humor em NY e de olho em BCE e dados

Ilana Cardial (via Agência Estado) ·
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As bolsas da Europa fecharam a sessão em baixa nesta quarta-feira, com piora no fim do pregão na esteira da queda em Nova York. Falas da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, e dirigentes estiveram no radar, além de indicadores macroeconômicos da zona do euro, Alemanha e Reino Unido.

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O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 1,04%, a 438,72 pontos, enquanto o FTSE 100, em Londres, teve baixa de 0,98%, a 7.532,95 pontos e o CAC 40, em Paris, recuou 0,77%, a 6.418,89 pontos.

Na Europa, os índices acionários operavam mistos até o fim da manhã, quando perderam fôlego junto às bolsas em Wall Street. Analista-chefe para mercados na CMC Markets, Michael Hewson observa que os ganhos no continente derreteram à medida que a alta no índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial dos Estados Unidos, medido pelo Instituto para Gestão da Oferta (ISM, na sigla em inglês), eliminou a possibilidade de uma pausa no ciclo de altas de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) em setembro.

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Os dados econômicos europeus também não ajudaram uma narrativa de "suavidade", diz Hewson. Medidos pelo S&P Global, na leitura final para maio, o PMI industrial da zona do euro caiu no menor nível em 18 meses, enquanto os da Alemanha e Reino Unido também recuaram. A taxa de desemprego na zona do euro, por sua vez, ficou estável a 6,8% em abril. Em seu menor nível, o dado deve corroborar com alta de juros pelo BCE, avalia o ING.

O DAX perdeu 0,33%, a 14.340,47 pontos, em Frankfurt, enquanto o FTSE MIB caiu 0,90%, a 24.283,56 pontos.

Quanto ao BCE, o discurso de Lagarde focou nos riscos e ambições climáticas. A presidente afirmou que a guerra da Rússia na Ucrânia deve acelerar os esforços para diversificar as fontes de energia e que, no curto prazo, a chamada "inflação verde" não é um problema para as estabilidades de preços.

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Em relação à política monetária, o dirigente Edward Scicluna disse não esperar um "apoio generalizado" no BCE a um aumento de 50 pontos-base nos juros básicos. Segundo matéria da Reuters, o Deutsche Bank espera que uma das duas altas de juros pelo BCE no terceiro trimestre seja de 50 pontos-base, com maior probabilidade na reunião de setembro do que de julho.

Em apresentação, o economista-chefe Philip Lane destacou os fatores que trazem riscos às perspectivas para a inflação, enquanto Fabio Panetta afirmou que a integração da cadeia de suprimentos da Europa é melhor do que em qualquer outro continente.

Nas praças ibéricas, o PSI 20 fechou com baixa de 0,42%, a 6.231,15 pontos, e o IBEX 35 caiu 1,18%, a 8.747,20 pontos, segundo dados preliminares.