Bolsas da Europa fecham em alta, com foco em possíveis efeitos de disputas tarifárias
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As bolsas da Europa fecharam em alta nesta segunda-feira, 10, com foco do mercado na imposição de tarifas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No fim de semana, o republicano disse que anunciará tarifas de 25% sobre importações globais de aço e alumínio e revelará tarifas recíprocas a países que "tiram vantagem" dos EUA "amanhã ou quarta-feira", o que poderá ter retaliação europeia. Por sua vez, há a perspectiva de que os impactos deverão ser limitados, o que apoiou os papéis.
O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 0,65%, a 546,27 pontos.
Na Alemanha, um porta-voz do Thyssenkrupp, grupo alemão que é um dos maiores produtores de aço do mundo, afirmou que eventuais tarifas de Trump sobre importações do metal teriam apenas "um impacto muito limitado" para a companhia.
Em Frankfurt, as ações da empresa subiram 1,22%, onde o DAX avançou 0,67%, a 21.933,42 pontos.
Por outro lado, um porta-voz do Ministério da Economia do país disse que Berlim estaria trabalhando para evitar o aumento de tarifas e que o ministro da Economia, Robert Habeck, encontrou-se nesta segunda com o comissário para o Comércio e Segurança Econômica da União Europeia (UE), Maros Sefcovic, para discutir o assunto.
A Comissão Europeia informou que não recebeu uma notificação oficial sobre a imposição de tarifas adicionais dos EUA sobre bens europeus e disse não ver "justificativa" para a medida.
O presidente da França, Emmanuel Macron, defendeu que a UE deveria estar pronta para reagir contra Trump. O vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos, disse que é importante evitar uma guerra comercial. Guindos comentou que a política do governo dos EUA cria "enormes incertezas", mas ressaltou que o impacto de eventuais tarifas na inflação da zona do euro é menos claro "porque se tivermos uma queda na atividade econômica, isso imediatamente atenua a evolução das tensões inflacionárias".
Ipek Ozkardeskaya, analista sênior do Swissquote Bank, avalia que a divergência entre as expectativas do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e do Banco Central Europeu (BCE) continua apoiando o comércio de convergência, mas não altera o fato de as empresas europeias enfrentarem perspectivas econômicas monótonas e um cenário político instável.
O primeiro-ministro da França, François Bayrou, sobreviveu a mais uma moção de censura, nesta segunda-feira. Apenas 115 dos parlamentares votaram a favor da destituição do premiê, longe dos 289 necessários. Em Paris, o CAC 40 avançou 0,42%, a 8.006,22 pontos.
Entre as empresas, a BP subiu 7,36% em Londres, onde o FTSE 100 avançou 0,77%, a 8.767,80 pontos, após relatos de que o fundo de hedge ativista Elliott Management adquiriu uma participação na gigante petrolífera.
Em Milão o FTSE MIB subiu 0,50%, a 37.242,17 pontos. Em Madri, o Ibex35 teve alta de 0,19%, a 12.712,60 pontos. Em Lisboa, o PSI20 ganhou 0,83%, a 6.563,58 pontos.
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