Economia

Bolsas da Europa fecham em alta, com balanços e dados da região e de olho em BCE

Da Redação ·

As bolsas da Europa fecharam em alta nesta quarta-feira, 20. Os principais índices acionários foram impulsionados pelos resultados trimestrais de companhias do continente, além de dados da região. Falas de dirigentes do Banco Central Europeu (BCE) estiveram no radar. O avanço se deu apesar dos temores sobre a guerra na Ucrânia e pandemia da covid-19.

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O índice pan-europeu Stoxx600 subiu 0,84%, a 460,10 pontos.

Os resultados trimestrais de empresas europeias estiveram em destaque. A Heineken, por exemplo, saltou 5,15% em Amsterdã, depois de informar lucro líquido do primeiro trimestre mais de duas vezes maior que igual período do ano passado. Os papéis da Danone avançaram 5,76% em Paris, com resultados melhores que o esperado, assim como a ASML (+5,31%), também em Amsterdã.

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O índice parisiense CAC 40 fechou com alta de 1,38%, a 6.624,91 pontos, e o londrino FTSE 100 teve ganho de 0,37%, a 7.629,22 pontos.

Dados de produção da zona do euro também apoiaram ganhos das bolsas, com o avanço mensal de 0,7% em fevereiro pelo indicador. Ainda entre indicadores, a balança comercial do bloco teve déficit de 9,4 bilhões de euros no mesmo mês, maior do que no anterior. Enquanto na Alemanha, o índice de preços ao produtor (PPI) saltou 30,9% em março, na base anual.

Em Frankfurt, o DAX subiu 1,47%, a 14362,03 pontos, e em Milão, o FTSE MIB avançou 1,11%, a 24.873,86 pontos.

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A mineradora Rio Tinto (-4,75%) informou nesta quarta ter embarcado menos minério de ferro de suas operações na Austrália nos três primeiros meses do ano, com desafios de novos projetos, em comparação há um ano.

Analista-chefe de mercados da CMC MArkets, Michael Hewson observva que a covid-19 interferiu na capacidade de produção. "A gigante da mineração também alertou que o aumento da inflação causada pela invasão russa da Ucrânia e o ressurgimento de casos de covid provavelmente introduzirão riscos negativos às expectativas do mercado", destacou. Em Londres, a AngloAmerican (-2,88%) e a Glencore (-3,12%) acompanharam o movimento.

Os papéis do Credit Suisse também caíram, com baixa de 1,48% em Zurique. O banco informou ter tido prejuízo no primeiro trimestre deste ano, dados os custos de litígio e perdas ligadas à Rússia. A previsão é que o resultado trimestral apresente cerca de US$ 212 milhões em receitas negativas.

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Nas praças ibéricas, o PSI 20 ganhou 0,28%, a 6123,51 pontos, e o IBEX 35 teve alta de 0,87%, a 8.769,50 pontos, conforme dados preliminares.

No BCE, o membro do Conselho Martins Kazaks considerou que uma alta nos juros básicos é possível na reunião de julho, em meio aos riscos "significativos" de inflação.

Já o dirigente Joachim Nagel disse ser contra qualquer aumento "precipitado" na taxa básica de juros e espera que tal movimentação se dê no terceiro trimestre deste ano.

*Com informações da Dow Jones Newswires