Economia

Bolsas da Europa fecham em alta, com alívio em tensão sobre Ucrânia e dados

Da Redação ·

As principais bolsas europeias fecharam em alta nesta terça-feira, recuperando parte das perdas registradas na véspera. O avanço se deu em meio a algum alívio nas tensões diante da crise na região da Ucrânia, com notícias sobre retirada de tropas russas próximo à fronteira. A divulgação de dados macroeconômicos na Europa também esteve no radar.

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O índice pan-europeu Stoxx600 subiu 1,43%, a 467,56 pontos.

O Ministério da Defesa da Rússia informou nesta terça que começou a retirar parte de suas tropas que estavam próximas à fronteira ucraniana, de acordo com noticiário internacional. Cerca de 10 mil soldados saíram do local, de um total estimado em 130 mil.

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Após uma reunião com o chanceler alemão, Olaf Scholz, o presidente russo, Vladimir Putin, acenou para a desescalada militar na região e disse estar aberto para continuar negociações diplomáticas com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Em coletiva à imprensa, os líderes afirmaram que a diplomacia segue como um caminho para o atual conflito.

Analista-chefe na CMC Markets, Michael Hewson avalia que, embora o noticiário desta terça seja encorajador, as conversas não demonstram ações concretas e há poucas evidências de mudanças efetivas até o momento. Em sua visão, essa observação "talvez ajude a explicar por que a recuperação de hoje foi cautelosa, em relação às perdas recentes".

Em Paris, o CAC 40 subiu 1,86%, a 6.979,97 pontos, e em Frankfurt, o DAX avançou 1,98%, a 15.412,71 pontos.

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Já o FTSE 100 fechou em alta de 1,03%, a 7.608,92 pontos. O índice londrino foi pressionado por ações ligadas à commoditie, como British Petrol (-0,82%), Shell (-1,07%), Anglo American (-2,81%) e Rio Tinto (-1,33%), que fecharam no vermelho.

Na contramão, a AstraZeneca liderou a alta, com avanço de 5,77%, após uma atualização nos testes do medicamento Lynparza mostrar resultados positivos no tratamento do câncer de próstata, destaca Hewson.

Uma série de indicadores foi divulgado na Europa nesta terça-feira. O Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro subiu 0,3% no quarto trimestre de 2021, na comparação trimestral, em linha com a leitura preliminar. Já o déficit comercial da região em dezembro aumentou a 9,7 bilhões de euros.

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Na Alemanha, o índice ZEW de expectativas econômicas subiu para 54,3 em fevereiro, abaixo do previsto por analistas. Para o Morgan Stanley, o indidacor demonstra certa recuperação da economia alemã.

Em Milão, o FTSE MIB subiu 2,09%, a 26.967,98 pontos, enquanto nas praças ibéricas o PSI 20 avançou 2,47%, a 5.643,62 pontos, e o IBEX 35, 1,68%, a 8.718,00 pontos, conforme dados preliminares.