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Bolsas da Europa caem, prevendo duplo mergulho da economia local antes da vacina

Escrito por Da Redação
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A mais recente notícia sobre a eficácia de mais de 94% da vacina da Moderna contra o coronavírus, anunciada nesta segunda-feira, 16, ainda dá um alento aos investidores, mas não dissipa os temores de que a economia da Europa deverá passar, antes de as imunizações estarem disseminadas, por um duplo mergulho por conta dos efeitos da pandemia. As bolsas do continente operam com quedas contidas nesta manhã de terça-feira (17) e o índice pan-europeu Stoxx-600 está no território negativo (-0,08%), em 389,44 pontos. No mercado cambial, as moedas locais sobem em relação ao dólar.

O foco dos operadores está mais voltado para o curto prazo e a região voltou a sofrer com medidas restritivas adotadas pelos governos para tentar conter o surto. O jornal britânico Financial Times trouxe hoje uma reportagem que descreve o desalento de empresários do setor de restaurantes em vários países da União Europeia (UE) para ilustrar o sentimento de pessimismo no continente. "Tendo sido mais duramente atingido do que outras economias avançadas pela primeira onda do vírus, que mergulhou a Europa em uma contração recorde no primeiro semestre do ano, o bloco se recuperou parcialmente no terceiro trimestre. Mas agora se espera que enfrente uma recessão de duplo mergulho, ficando ainda mais atrás dos Estados Unidos e da Ásia", considerou o diário.

Até a Suécia, que vem adotando as medidas mais brandas de isolamento até aqui, vai diminuir a partir da semana que vem o indicador de aglomerações, atualmente de 50 a 300 pessoas dependendo do caso, para oito. A medida, de acordo com o primeiro-ministro Stefan Löfven, é "necessária" para diminuir o número de infecções.

Para agravar o cenário das instituições financeiras em relação a uma retomada, a Hungria e a Polônia bloquearam a adoção do orçamento 2021-2027 e do fundo de recuperação pelos governos da UE ontem. A estratégia, encabeçada pela chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês Emmanuel Macron, é vista como uma saída para o bloco comum tentar se desvencilhar da crise trazida pela covid-19. Os países que votaram contra se incomodam com a cláusula que torna o acesso ao dinheiro condicionado ao respeito pelo Estado de Direito.

A queda das bolsas europeias não é isolada agora cedo. Os futuros de Nova York também caem, dando uma pausa no otimismo visto ontem após o anúncio da Moderna. Até porque, o volume de hospitalizações nos Estados Unidos bateu novo recorde ontem e algumas regiões do país também adotaram medidas mais rígidas de mobilidade. O presidente eleito Joe Biden foi a público dizer que se o presidente Donald Trump não colaborar, muitos mais americanos vão morrer por causa da doença.

Do lado econômico, o vice-presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Richard Clarida, considerou depois do fechamento dos mercados ontem que provavelmente será necessário mais apoio monetário e fiscal para a atividade. O discurso veio em linha com o que falou uma semana antes o presidente da autoridade monetária, Jerome Powell. Hoje, ele faz novo pronunciamento, às 15h de Brasília. Um pouco antes, às 13h, é a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, que participa de um evento público.

Nos negócios, depois da notícia de que o espanhol BBVA venderá sua unidade nos Estados Unidos para o PNC Financial Services por US$ 11,6 bilhões, a instituição confirmou que estuda uma fusão com o rival local Sabadell. A operação criaria um gigante bancário com uma capitalização de mercado de cerca de 27,5 bilhões de euros, em mais um passo na direção da consolidação bancária europeia. Pouco antes das 6h30, as ações do BBVA caíam 4,5%, enquanto as do Sabadell avançavam 2,3%.

Às 6h27 de Brasília, a Bolsa de Londres recuava 0,33%, a de Frankfurt perdia 0,03%, a de Paris tinha baixa de 0,04%, Madri caía 0,63% e Lisboa tinha desvalorização de 0,59%. Na direção contrária, Milão subia 0,12%. No mercado cambial, o euro era negociado a US$ 1,1867 ante US$ 1,1849 do fim da tarde de ontem e a libra era comercializada a US$ 1,3225, de US$ 1,3197 da véspera.

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