Economia

Bolsas da Ásia fecham em alta, com 'alívio' pós-Fed

Da Redação ·
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As bolsas da Ásia fecharam em alta firme nesta quinta-feira, 16, seguindo a reação a positiva em Wall Street à decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed). O cenário empurrou ao segundo plano as preocupações relacionadas à variante Ômicron do coronavírus e à crise de liquidez no mercado imobiliário chinês.

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Ontem, o Fed manteve juros inalterados, mas anunciou aceleração do processo de retirada de estímulos, em um esforço para conter a escalada da inflação nos Estados Unidos. O BC americano também sinalizou três aumentos da taxa básica em 2022.

Na visão da estrategista de investimentos globais da Commonwealth Financial Network, Anu Gaggar, os mercados tiveram um "respiro de alívio". "É como se a incerteza tivesse sido dissipada", explica.

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Em meio a essa percepção, o índice Nikkei, referência na Bolsa de Tóquio, encerrou o pregão com ganho de 2,13%, a 29.066,32 pontos. Ontem, a Câmara dos Representantes japonesa aprovou um orçamento suplementar que prevê mais de US$ 300 bilhões em estímulos econômicos.

Com isso, a queda no índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto do país, informada pela IHS Makit e Jibun Bank hoje, acabou ignorada por investidores. As atenções de operadores agora, se voltam para a decisão monetária do Banco do Japão, na sexta-feira, 17.

Na Coreia do Sul, o Kospi, de Seul, subiu 0,57%, a 3.006,41 pontos, apesar da adoção de novas restrições à mobilidade pelo governo local para conter a Ômicron. Autoridades sul-coreanas decidiram proibir aglomerações de cinco pessoas ou mais, depois que o país registrou recorde diário no número de casos de covid-19.

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Em Taiwan, o índice Taiex avançou 0,71%, a 17.785,74 pontos. Na China continental, Xangai aumentou 0,75%, a 3.675,02 pontos - na máxima do dia -, enquanto Shenzhen, de menor abrangência, se elevou 0,62%, a 2.559,31 pontos.

O Hang Seng, de Hong Kong, marcou valorização de 0,23%, a 23.475,50 pontos, no fechamento. O papel da Evergrande subiu 3,23%, recuperando-se das perdas recentes, após notícia de que credores processaram a incorporadora chinesa após a empresa entrar em default.

Na Oceania, o australiano S&P/ASX 200, de Sydney, perdeu 0,43%, a 7.295,70 pontos, de olho na disseminação da Ômicron. Estado mais populoso da Austrália, New South Wales reportou 1.742 casos de covid-19 hoje, o segundo dia consecutivo com recorde diário. Com informações da Dow Jones Newswires.