Economia

Bolsas da Ásia fecham em alta após China agir para acalmar o mercado

Da Redação ·

As bolsas da Ásia fecharam o pregão desta quinta-feira, 29, em alta, com uma recuperação dos índices acionários chineses. Após as fortes perdas registradas no últimos dias, com investidores preocupados com a ofensiva regulatória de Pequim, o governo do país asiático procurou acalmar o mercado por meio de uma reunião com representantes de grandes bancos.

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Na China continental, o índice Xangai Composto subiu 1,5%, a 3.411,72 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 3,1%, a 2.384,17 pontos.

De acordo com fontes da Dow Jones Newswires, o vice-presidente da Comissão Reguladora de Valores da China, Fang Xinghai, conversou com representantes de bancos globais, incluindo Goldman Sachs e UBS, para reduzir as preocupações do mercado em relação às novas regulações impostas pelo governo aos setores de tecnologia e educação.

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Como mostrou reportagem publicada ontem pelo Broadcast, as intervenções chinesas geraram incerteza também sobre outros setores econômicos, como o imobiliário.

"Os mercados na Ásia se recuperaram fortemente com os relatos de que reguladores chineses disseram aos bancos que as empresas chinesas seriam autorizadas a abrir capital nos Estados Unidos, desde que atendessem aos requisitos de listagem", afirma o analista-chefe de mercado da CMC Markets, Michael Hewson.

Em Hong Kong, o Hang Seng teve alta de 3,3%, a 26.315,32 pontos. Em outras partes da Ásia, o Kospi encerrou a sessão com ganho de 0,2% em Seul, a 3.242,65 pontos, enquanto o Nikkei subiu 0,7% no Japão, a 27.782.42 pontos. As ações da Samsung, que divulgou balanço, contudo, apagaram ganhos iniciais e caíram 0,3% em Seul.

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Na Oceania, a bolsa da Austrália encerrou com ganhos. O índice acionário S&P/ASX 200 subiu 0,5% em Sydney, a 7.417,4 pontos. As ações da Fortescue Metals avançaram 1,9% após a empresa reportar um aumento recorde de embarques de minério de ferro em seu relatório trimestral de produção.

Os investidores também repercutiram a decisão de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) ontem. O presidente da instituição, Jerome Powell, adotou um tom "dovish" na coletiva de imprensa, mas a discussão sobre a retirada de estímulos avançou.

Agora, o mercado aguarda a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos no segundo trimestre, às 9h30 (de Brasília).