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Bolsa: instabilidade externa incomoda e mercado olha expectativa de novo imposto

Escrito por Da Redação
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Instabilidade volta a marcar o pregão do Ibovespa nesta quarta-feira, 23, assim como ocorrera na véspera. Apesar de alguns indicadores reforçarem retomada na Europa, o quadro ainda é de bastante incerteza mundo afora. Dentre essas incertezas estão o temor em relação ao avanço de casos de coronavírus na Europa, o que pode requerer novos estímulos, e o impasse nas negociações do tão esperado pacote fiscal no EUA.

Por isso, o investidor ficará bastante atento às palavras do presidente do Federal Reserve (Fed) no Congresso e aos dados de petróleo dos EUA. "Os mercados estão cautelosos, esperando alguns sinais para definir alguma direção", diz Bruno Takeo, gestor da Ouro Preto Investimentos.

Apesar da alta do petróleo no mercado internacional, as ações da Petrobras cedem na faixa de 0,50%, diante do desconforto de investidores em relação à suspensão de venda de refinaria da empresa pelo STJ, que gera insegurança jurídica. As privatizações estão sendo analisadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), após as Mesas do Senado e da Câmara dos Deputados pedirem que esses desinvestimentos sejam previamente avaliados no Congresso.

"Temos a repercussão negativa da fala de Bolsonaro na ONU. Além disso, tem a suspensão de venda de refinaria da Petrobras, que gera insegurança jurídica", afirma o economista-chefe do ModalMais, Álvaro Bandeira. Houve avaliação negativa na mídia internacional do discurso do presidente Jair Bolsonaro na abertura da Assembleia Geral da ONU, ontem. Alguns periódicos, como o britânico The Guardian e o argentino Clarín, usaram dados oficiais para rebater o que disse o presidente brasileiro sobre a pandemia de coronavírus e as queimadas no País.

Um outro assunto que incomoda é a perspectiva de apresentação por líderes do governo de proposta de criação de um tributo de transações digitais com cobrança semelhante à extinta CPMF. Relatos são de que o governo estaria construindo esse entendimento com os parlamentares.

O assunto ainda pode acentuar a já tumultuada relação entre o governo e o Congresso. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sempre se manifestou contrário à criação de tributo. Além disso, o setor de e-commerce, que tem se destacado no período de pandemia de covid-19, tende a reclamar, o que pode pesar nas ações. "Vamos ver a força do Centrão", diz Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença DTVM.

Em tempo: na terça-feira, o Ibovespa subiu 0,31%, aos 97.390,28 pontos. Às 11h05 desta quarta, cedia 0,13%, aos 97.162,69 pontos. Em Nova York, as bolsas caiam 0,22% (S&P 500) e 0,65% (Nasdaq). Já o Dow Jones tinha alta de 0,09%.

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