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Bolsa fecha em baixa de 1,30%, a 102.775,55 pontos, com leve perda de 0,13%

Escrito por Da Redação
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Com a indicação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, de que pretende engavetar o projeto de lei que estabelece teto de juros para cartão de crédito e cheque especial, aprovado na noite desta quinta-feira, 6, pelo Senado, o Ibovespa chegou a limitar as perdas na segunda etapa desta sexta-feira, 7, mas ao final apontava queda de 1,30%, aos 102.775,55 pontos, após ceder a linha dos 102 mil, a 101.956,50 pontos na mínima do dia, renovada à tarde, saindo de máxima a 104.126,30, com abertura a 104.116,04 pontos. O giro totalizou R$ 29,1 bilhões e, na semana, o índice da B3 ficou quase no zero a zero (-0,13%), após alternar leves variações, acima ou abaixo, nas semanas anteriores - na semana passada avançou 0,52%, após recuo de 0,49% na anterior. No ano, o índice cede agora 11,13%.

No exterior, o dia era para ser mais promissor, com a criação de vagas de trabalho nos EUA, acima do esperado para julho, perto de 1,8 milhão, após avanço de 4,8 milhões no mês anterior - ainda assim, o país acumula destruição de quase 13 milhões de postos durante a pandemia, com taxa de desemprego ainda em dois dígitos, após ter ficado abaixo de 4% em fevereiro, então nas mínimas de décadas.

A tensão nas relações EUA-China, com a imposição de sanções americanas a autoridades de Hong Kong em meio ao cerceamento de liberdades na ilha, e o banimento indicado pelo governo americano a aplicativos chineses, como Tik Tok, foi o contraponto aos dados do dia, colocando o Nasdaq em baixa de 0,87% no fechamento, vindo de máxima histórica no encerramento do dia anterior. Assim, em véspera de fim de semana, a cautela predominou, aqui como fora, com os índices de Nova York em terreno misto no encerramento da sessão (Dow Jones +0,17% e S&P 500 +0,06%), após altas também modestas nos mercados europeus.

"Aqui, tivemos mais cedo o IPCA bem em linha com o que o mercado esperava, com aceleração em gasolina e energia elétrica, conforme se previa. Lá fora, pesou hoje, além da tensão EUA-China, a falta de avanço no entendimento entre democratas e republicanos sobre o pacote trilionário para estender benefícios aos desempregados", diz Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos. "Ontem, o tom era mais positivo, e Trump tuitou que, além do pacote, estava pensando em mais desoneração, especialmente sobre a folha de pagamentos. A retórica era mais favorável a apetite por risco", acrescenta o analista.

Com a cautela no exterior, as ações de commodities pesaram sobre o desempenho do Ibovespa na sessão, com Petrobras ON (-2,18%) e PN (-1,85%) realizando lucros em dia negativo para os preços do petróleo, com o Brent para outubro em baixa de 1,53%, a US$ 44,40 por barril, no fechamento da ICE - na semana, Petrobras PN acumula ganho de 2,66% e a ON, de 2,69%, semelhante ao avanço dos preços da commodity no período.

Na China, o preço do minério recuou hoje 1,70% em Qingdao, após ter superado a marca de US$ 121 por tonelada no dia anterior. O ajuste desta sexta-feira decorreu do nível de oferta do Brasil e da Austrália, em expansão, o que favoreceu correção nos preços de Vale ON na sessão, em baixa de 2,23% nesta sexta-feira e de 0,43% na semana. "A Austrália coloca toda sua produção de minério na China, de forma que aumento da produção deles, como é o caso agora, afeta diretamente a ação da Vale", aponta Arbetman.

Além de commodities, o setor elétrico, que havia estado entre os de melhor desempenho no dia anterior, devolveu hoje parte dos ganhos de ontem, enquanto siderúrgicas e bancos também tiveram desempenho negativo nesta sessão, com destaque para Gerdau PN (-2,49%) e Itaú (-2,11%) no fechamento, acumulando respectivamente ganho de 0,92% e perda de 5,19% na semana. Na ponta negativa do Ibovespa, Cielo cedeu 6,25%, seguida por BR Malls (-4,24%), após ambas terem estado no lado oposto no dia anterior. Destaques de alta hoje, Hering subiu 7,31% e Rumo, 2,46%, liderando o Ibovespa na sessão.

"O desempenho da bolsa continua lateral, entre 100 mil e 105 mil pontos", observa Fernando Góes, analista da Clear Corretora, chamando atenção para alternância de ganhos e perdas entre setores, que tem deixado o índice basicamente no mesmo lugar, na falta de catalisadores que resultem em rompimento de níveis de suporte ou de resistência. "Para mudar alguma coisa, vai ter que romper um desses níveis. Se romper para baixo, terá bastante suporte entre 98 mil e 97,5 mil, e se romper para cima, a resistência vai de 107 mil a 110 mil pontos. O mais provável é que fiquemos mais tempo sem andar", conclui o analista gráfico.

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