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    Bolsa fecha dia em baixa de 0,18%, sobe 6% no mês e cai 2% no trimestre

    Escrito por Da Redação
    Publicado em 31.03.2021, 17:58:00 Editado em 31.03.2021, 23:38:59
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    Em sentido contrário ao de Nova York na sessão, o Ibovespa interrompeu série de quatro ganhos diários, mas conseguiu sustentar a linha de 116 mil no fechamento desta quarta-feira, acumulando alta de 6,00% em março, que limitou as perdas do índice neste primeiro trimestre a 2,00%. Fechou o dia em leve baixa de 0,18%, aos 116.633,72 pontos, entre mínima de 115.932,42 pontos e máxima de 117.248,51 pontos, com giro financeiro a R$ 32,1 bilhões na sessão. Na semana, o Ibovespa acumula ganho de 1,61% até o fechamento desta quarta-feira.

    O desempenho das ações de bancos (Bradesco PN -2,16%, Itaú PN -1,93%) segurou o Ibovespa, em dia positivo para as ações de commodities (Petrobras ON +1,53%, Vale ON +0,93%), de siderurgia (CSN +2,79%, Gerdau PN +2,58%) e utilities (Eletrobras ON +3,38%).

    Na ponta do Ibovespa, Equatorial (+8,39%), à frente de CCR (+6,34%) e Cielo (+3,91%). No lado oposto, Yduqs (-4,74%), Gol (-3,67%) e Lojas Renner (-3,03%).

    Preocupações em torno do Orçamento de 2021 impediram que o Ibovespa usufruísse da queda acentuada do dólar à vista (-2,31%, a R$ 5,6286), em sessão na qual a atenção global esteve voltada ao anúncio de pacote de até US$ 3 trilhões para a infraestrutura nos Estados Unidos, que tende a reforçar o 'trade off' entre crescimento e inflação na maior economia do mundo, em ambiente de adição de estímulos fiscais e de política monetária ainda bem afrouxada.

    Assim, emerge também a expectativa por aumento de impostos para ajudar a financiar a nova rodada de estímulos, ante o avanço do endividamento público nos EUA. A proposta do presidente Joe Biden para a infraestrutura será anunciada ainda nesta quarta-feira.

    Aqui, com taxa de desemprego a 14,2% no intervalo de três meses até janeiro, maior nível para o período na série histórica, e agora com recorde de desalentados, a pressão sobre o fiscal, às vésperas do reinício, na próxima semana, da distribuição do auxílio emergencial, permanece sob o foco do mercado. Assim, em paralelo a um grau maior de pressão sobre a curva de juros, o Ibovespa chegou a perder a linha de 116 mil pontos ainda no começo da tarde, quando foi sinalizado que o relator do Orçamento, senador Márcio Bittar (MDB-AC), estaria disposto a cortar apenas R$ 10 bilhões em emendas parlamentares, bem abaixo do considerado essencial para restabelecer equilíbrio à peça encaminhada nesta quarta para sanção do presidente Jair Bolsonaro - sem indicação até o momento de que haverá vetos, apesar da contrariedade da equipe econômica ao texto aprovado.

    A queda de braço entre demanda política e responsabilidade fiscal ganha novo ingrediente: o Centrão agora alojado no Palácio do Planalto, com a deputada Flávia Arruda (PL-DF) na Secretaria de Governo, responsável pela articulação entre Executivo e Legislativo.

    Para complicar o cenário, a força-tarefa contra a covid no Estado de São Paulo informou ter identificado nova variante do coronavírus em Sorocaba. O material genético do vírus foi analisado e, embora seja semelhante à variante sul-africana, não foi descartada a chance de ser uma nova cepa. "Também existe a possibilidade de que seja já uma evolução da nossa P1 em direção a essa nova mutação da África do Sul", disse o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas.

    "Ajudaria se o comitê nacional, com presença dos presidentes da Câmara e do Senado, vier a recomendar participação mais ativa da iniciativa privada no combate à pandemia. O próprio ministro Paulo Guedes tem destacado a importância de ritmo maior para vacinação, em contraponto ao fiscal", diz Rodrigo Friedrich, head de renda variável da Renova Invest. "A exemplo do que tem se observado nos países desenvolvidos, a vacinação em massa resulta em declínio do número de casos e em retomada da economia. O coronavírus continua no nosso dia a dia e, enquanto permanecer assim, será preciso cautela e seletividade (nos investimentos)", diz Bruno Moura, sócio e líder de operações da mesa de renda variável da BlueTrade.

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