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BC põe Selic em 15% e sinaliza pausa no ciclo de alta em julho

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Com a inflação ainda longe da meta, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central aprovou nesta quarta-feira, 18, aumento de 0,25 ponto porcentual para a taxa básica de juros, que passou de 14,75% para 15% ao ano. A decisão foi unânime.

Em comunicado, o colegiado antecipou que pode interromper o ciclo de alta da Selic na sua próxima reunião, no fim de julho, para avaliar os impactos do ajuste monetário já realizado. O comitê informou que já enxerga "certa moderação" no nível de atividade - no documento divulgado em maio, falava em "incipiente moderação".

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A pausa, no entanto, não está garantida. Segundo o Copom, os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e o colegiado "não hesitará em prosseguir no ciclo de ajuste caso julgue apropriado". Um dos pontos de atenção virá do exterior, já que o documento de ontem destacou que houve um "acirramento da tensão geopolítica".

Foi o sétimo aumento consecutivo da taxa desde setembro do ano passado, quando o BC iniciou o atual ciclo de aperto monetário. Desde então, a Selic já subiu 4,5 pontos, chegando agora a seu maior patamar nominal desde julho de 2006, no primeiro governo Lula. Naquela época, porém, os juros seguiam em trajetória de queda.

Também ontem houve decisão sobre os juros nos EUA. Contrariando pressões do presidente Donald Trump, o Federal Reserve (Fed) manteve as taxas entre 4,25% e 4,5%.

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"O intuito do BC ficou claro: pesar a mão para afastar cenários de cortes de juros precoces na curva", afirmou o economista-chefe da Ativa Investimentos, Étore Sanchez. Para ele, o Copom deverá manter a Selic em 15% até meados do ano que vem. "Com uma comunicação tão austera, fica difícil antecipar um ciclo baixista de juros."

Para o economista-chefe da G5 Partners, Luis Otávio Leal, o comunicado "dá a entender que a decisão atual é um fim de ciclo misturado com pausa. Ou seja, deixa a porta aberta, dando a entender que, se as condições mudarem (para pior), não há um impeditivo para que volte a subir os juros".

No comunicado de maio, o Copom gastou mais linhas para tratar da política fiscal, reiterando a preocupação com o impacto dessas medidas na condução da política monetária e sobre os ativos financeiros. Desta vez, manteve a avaliação de "desancoragem das expectativas" (longe das metas oficiais) e de resiliência de alguns indicadores, além da necessidade de juros em patamar "significativamente contracionista" por período prolongado.

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Mas a leitura de elevada incerteza não se repetiu agora, justamente no momento em que o governo enfrenta resistências no Congresso para conseguir a aprovação de medidas para cumprir a meta fiscal no ano. C

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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